O adenocarcinoma de pulmão é o tipo de câncer de pulmão mais frequente no Brasil e no mundo, e também o que mais surpreende as famílias: aparece em pessoas que fumaram por décadas, mas também em quem nunca colocou um cigarro na boca. Em muitos casos, é descoberto como um pequeno nódulo em uma tomografia feita por outro motivo, sem nenhum sintoma.
O tema ganhou atenção em outubro de 2026, quando o Vaticano informou que o Papa Leão XIV passou por cirurgia para retirar um adenocarcinoma de pulmão encontrado em fase inicial, com a remoção do lobo inferior do pulmão direito. A notícia levou muita gente a procurar o que significa esse diagnóstico e como ele é tratado.
Segundo a Estimativa 2026 do INCA, o Brasil deve registrar cerca de 35 mil novos casos de câncer de pulmão por ano entre 2026 e 2028. Entender o que é o adenocarcinoma pulmonar, como ele é investigado e por que os testes no tumor são tão importantes ajuda a acompanhar cada etapa com mais segurança.
O que é adenocarcinoma de pulmão
Para entender, vale imaginar o pulmão como uma árvore de cabeça para baixo. O tronco é a traqueia, os galhos são os brônquios e, nas pontas, ficam milhões de saquinhos de ar chamados alvéolos, agrupados como cachos de uva. É ali que o oxigênio passa para o sangue.
Dúvidas sobre adenocarcinoma de pulmão?
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Para avaliar o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Hugo Tanaka.
Agendar pelo WhatsAppO adenocarcinoma de pulmão nasce nas células glandulares, que forram as vias aéreas mais finas e os alvéolos e fabricam substâncias como o muco e o surfactante, uma espécie de sabão natural que impede os alvéolos de murcharem. O nome vem daí: “adeno” significa glândula. Quando essas células passam a se multiplicar sem controle, formam o tumor.
Os médicos dividem o câncer de pulmão em dois grandes grupos. O de pequenas células é mais raro e cresce rápido. O de não pequenas células responde por cerca de 85% dos casos e inclui o adenocarcinoma, o carcinoma escamoso (também chamado epidermoide) e o carcinoma de grandes células. A American Cancer Society e a ASCO apontam o adenocarcinoma como o subtipo mais comum, e a classificação de tumores de pulmão da Organização Mundial da Saúde de 2021 estima que ele represente cerca de metade de todos os cânceres de pulmão.
Uma visão geral dos tipos, fatores de risco e estágios está na página sobre câncer de pulmão. Tumores neuroendócrinos do pulmão, como o carcinoma neuroendócrino de grandes células, são doenças diferentes e têm tratamento próprio.
Quem pode ter adenocarcinoma de pulmão, inclusive quem nunca fumou
O cigarro continua sendo o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pulmão, e isso vale também aqui. Entre os tipos, porém, o adenocarcinoma de pulmão é o que tem a ligação mais fraca com o tabaco e o mais comum em pessoas que nunca fumaram, em mulheres e em pessoas mais jovens.
Outros fatores que aumentam o risco:
- fumo passivo, em casa ou no trabalho;
- radônio, um gás radioativo natural que sai do solo e pode se acumular em ambientes fechados e pouco ventilados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, é a segunda principal causa de câncer de pulmão depois do cigarro. O problema é maior em países de clima frio, com casas fechadas e porões; no Brasil, a exposição costuma ser menor;
- amianto, sílica, fumaça de motores a diesel e outros agentes do trabalho;
- poluição do ar;
- câncer de pulmão em parentes próximos;
- doenças que deixam cicatrizes no pulmão.
A origem da família também influencia o tipo de alteração encontrada no tumor. A mutação no gene EGFR, por exemplo, aparece em cerca de 15% dos adenocarcinomas em populações ocidentais e pode passar de metade dos casos em populações asiáticas. Isso interessa diretamente ao Brasil, que tem uma das maiores comunidades de descendentes de japoneses fora do Japão.
O cigarro eletrônico não é uma alternativa segura. Os riscos estão no texto sobre cigarro eletrônico e câncer de pulmão.
Sintomas: por que muitas vezes ele é silencioso
Como costuma nascer na parte mais externa do pulmão, longe dos brônquios principais, o adenocarcinoma de pulmão pode crescer por muito tempo sem causar tosse ou falta de ar. É como uma obra em um bairro afastado do centro: só incomoda quem passa por perto. Por isso, boa parte dos casos iniciais é descoberta por acaso, em uma tomografia pedida por outro motivo ou em programas de rastreamento.
Quando aparecem, os sintomas mais comuns são:
- tosse que dura mais de três semanas, ou que muda de padrão em quem já tossia;
- catarro com sangue;
- falta de ar ou chiado novo;
- dor no peito que piora ao respirar fundo;
- rouquidão persistente;
- perda de peso sem explicação e cansaço;
- febre persistente ou pneumonia que volta no mesmo lugar ou não melhora com o tratamento, o que pode acontecer quando o tumor obstrui um brônquio.
Quando a doença se espalha, os sinais podem vir de outros órgãos: dor nos ossos, dor de cabeça diferente do habitual, alteração do equilíbrio ou um caroço no pescoço ou acima da clavícula. Nenhum desses sinais é exclusivo de câncer, mas a persistência por mais de três semanas merece avaliação médica.
Como é feito o diagnóstico do adenocarcinoma pulmonar
A investigação costuma começar com uma tomografia de tórax com contraste. Ela mostra o tamanho do nódulo ou da massa, os gânglios do mediastino (o espaço entre os dois pulmões) e parte do fígado e das glândulas adrenais. Se o achado inicial foi um nódulo pequeno, a conduta segue os critérios explicados no texto sobre nódulo no pulmão: nem todo nódulo é câncer, e muitos são apenas acompanhados.
A confirmação depende de biópsia, feita por broncoscopia, por punção guiada por tomografia ou, em nódulos pequenos com alta suspeita, durante a própria cirurgia. Os caminhos de cada técnica estão no texto sobre biópsia de nódulo pulmonar. Um ponto prático: a amostra precisa ser suficiente para o diagnóstico e também para os testes moleculares, por isso a biópsia deve ser planejada pensando nesses exames.
O que significa TTF-1 positivo no laudo
Ao microscópio, o patologista procura sinais de que o tumor forma glândulas ou produz muco. Para confirmar, usa a imuno-histoquímica, técnica que tinge proteínas específicas das células. No adenocarcinoma de pulmão, os marcadores típicos são o TTF-1 e a napsina A, além da citoqueratina 7 (CK7).
Esses marcadores funcionam como um sotaque: revelam de onde a célula veio. Isso importa porque o pulmão recebe metástases de outros órgãos, e um adenocarcinoma encontrado no pulmão pode ter nascido no intestino, na mama ou no pâncreas. Marcadores como CK20 e CDX2, por exemplo, apontam para origem intestinal. A diferença muda todo o tratamento, como explicado no texto sobre metástase no pulmão.
Em biópsias pequenas, o laudo às vezes vem escrito como “carcinoma de células não pequenas, favorecendo adenocarcinoma”. Na prática, essa descrição já basta para pedir os testes moleculares.
Adenocarcinoma in situ e minimamente invasivo
Alguns laudos trazem termos que assustam, mas que indicam lesões muito iniciais. Na tomografia, elas costumam aparecer como manchas em “vidro fosco”: uma área mais clara e embaçada, através da qual ainda se enxergam os vasos do pulmão.
- Hiperplasia adenomatosa atípica: alteração pequena, em geral de até 5 mm, considerada precursora.
- Adenocarcinoma in situ: tumor de até 3 cm em que as células apenas forram as paredes dos alvéolos, sem invadir o tecido. Retirado por completo, a chance de cura se aproxima de 100%.
- Adenocarcinoma minimamente invasivo: tumor de até 3 cm com área de invasão de até 5 mm. Após a retirada completa, o resultado também se aproxima de 100%.
Padrões de crescimento e grau
No adenocarcinoma invasivo, o patologista descreve como as células se organizam, do mesmo jeito que um arquiteto descreve a planta de uma casa: lepídico (forrando as paredes dos alvéolos), acinar (formando glândulas), papilar, micropapilar e sólido. O laudo informa o padrão predominante e a porcentagem de cada um. Os padrões sólido, micropapilar e cribriforme estão ligados a maior risco de a doença voltar. Outro dado relevante é a disseminação pelos espaços aéreos, conhecida pela sigla em inglês STAS, que também indica risco mais alto e pesa na escolha do tipo de cirurgia.
Estadiamento: como se define a extensão da doença
Estadiar é desenhar o mapa da doença: onde está o tumor, se chegou aos gânglios e se foi para outros órgãos. O sistema usado é o TNM, hoje na 9ª edição, que combina o tamanho e a invasão do tumor (T), os gânglios (N) e as metástases (M) para chegar aos estágios de I a IV.
Os exames mais usados são:
- tomografia de tórax com contraste;
- PET-CT, que mostra áreas de maior consumo de açúcar no corpo inteiro e ajuda a encontrar gânglios e metástases que a tomografia não vê;
- ressonância magnética do crânio, sobretudo a partir do estágio III ou quando há sintomas neurológicos, porque o PET-CT enxerga mal o cérebro;
- ecobroncoscopia (EBUS), uma broncoscopia com ultrassom que colhe material dos gânglios do mediastino sem cortes na pele.
Um gânglio aumentado na tomografia nem sempre tem câncer, e um gânglio de tamanho normal pode ter. Por isso, a confirmação por biópsia costuma ser necessária antes de decidir pela cirurgia. O texto sobre linfonodo aumentadoexplica por que isso acontece.
Teste molecular: o exame que orienta o tratamento
Depois da confirmação, o tumor é estudado em busca de alterações genéticas chamadas mutações condutoras. Uma boa imagem é a de um interruptor que ficou travado na posição “ligado”: a célula recebe a ordem de crescer o tempo todo. Quando se descobre qual interruptor travou, muitas vezes existe um remédio feito sob medida para desligá-lo. Essa é a lógica da terapia-alvo.
No adenocarcinoma pulmonar, as alterações mais pesquisadas são EGFR, ALK, ROS1, KRAS, BRAF, MET, RET, HER2, NTRK e NRG1. No estudo do Lung Cancer Mutation Consortium, publicado na revista JAMA, uma dessas alterações foi encontrada em cerca de dois terços dos tumores analisados por painel completo. A diretriz de doença avançada da SBOC e as sociedades internacionais recomendam a pesquisa ampla, de preferência por sequenciamento de nova geração (NGS), para todas as pessoas com doença avançada de tipo não escamoso, junto com a dosagem de PD-L1, proteína que ajuda a prever a resposta à imunoterapia.
O teste pode ser feito no tecido da biópsia ou no sangue, a chamada biópsia líquida. Ela é rápida e menos invasiva, mas deixa de detectar a alteração em 20% a 40% das vezes, porque alguns tumores liberam pouco material no sangue. Um resultado negativo no sangue, portanto, não encerra a investigação.
O resultado precisa sair antes de começar o tratamento da doença avançada. Tumores com alteração em EGFR ou ALK respondem pouco à imunoterapia e podem ter mais efeitos colaterais quando ela é seguida de certos comprimidos. A lista de remédios para cada alteração está no texto sobre tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células avançado.
A pesquisa segue em ritmo acelerado. Em 2026, o estudo do daraxonrasibe publicado no New England Journal of Medicine mostrou que esse remédio, que bloqueia várias formas da proteína RAS, reduziu o tumor em cerca de um terço das pessoas com essa alteração já tratadas antes, mas ainda está em estudo e não tem aprovação no Brasil.
Tratamento do adenocarcinoma de pulmão por estágio
A escolha do tratamento depende do estágio, das alterações encontradas no tumor, da função do pulmão, de outras doenças, da idade e do performance status, que é a capacidade de realizar as atividades do dia a dia. O ideal é que a decisão seja tomada em reunião da equipe multidisciplinar, com cirurgião torácico, oncologista clínico, radio-oncologista, pneumologista, radiologista e patologista.
Estágio I: cirurgia como tratamento principal
Para quem tem condições clínicas, a cirurgia é o tratamento padrão. A lobectomia, que retira o lobo onde está o tumor (o pulmão direito tem três lobos e o esquerdo, dois), é a operação mais usada. Em tumores de até 2 cm, na parte externa do pulmão e com gânglios livres na análise feita durante a cirurgia, a segmentectomia, que retira só um segmento do lobo, passou a ser uma alternativa. No estudo japonês JCOG0802, publicado na revista The Lancet com 1.106 pacientes, a sobrevida em cinco anos foi de 94,3% com a segmentectomia e de 91,1% com a lobectomia, com mais pulmão preservado, embora com um pouco mais de recidiva no local.
Sempre que possível, a operação é feita por videotoracoscopia ou por cirurgia robótica, através de pequenas incisões, com menos dor e recuperação mais rápida em centros com experiência. A retirada e a análise dos gânglios fazem parte da operação, porque confirmam o estágio real. Mais detalhes estão na página sobre cirurgia oncológica.
Quando a cirurgia não é possível, por enfisema importante, doença do coração ou recusa da pessoa, a radioterapia estereotáxica (SBRT) é a alternativa preferida para tumores menores que 5 cm. Ela concentra doses altas em poucas sessões, em geral de uma a cinco, e controla o tumor no local em cerca de 90% dos casos. A técnica está descrita na página de radioterapia.
Depois da cirurgia do estágio IA, em geral não há necessidade de quimioterapia. No estágio IB, ela pode ser considerada quando há fatores de maior risco.
Estágio II e parte do estágio III: tratamento antes e depois da cirurgia
Nesses estágios, o tumor é maior ou já chegou a gânglios próximos. A conduta mais usada é a quimioterapia combinada com imunoterapia antes da cirurgia, que aumentou o tempo sem a doença voltar nos estudos. Operar primeiro e tratar depois continua aceitável em casos selecionados. A diretriz de doença localizada da SBOC, publicada em 2026, detalha essas opções.
Quando o tumor operado tem mutação de EGFR, o osimertinibe em comprimido após a cirurgia reduz o risco de a doença voltar, como mostrou o estudo ADAURA. Quando há alteração de ALK, o alectinibe tem o mesmo papel, segundo o estudo ALINA. Por isso, o teste molecular também é feito em parte dos tumores operados.
A radioterapia depois da cirurgia não é rotina nos estágios I e II. Ela fica reservada para quando a margem vem comprometida, ou seja, quando ficaram células na borda do que foi retirado.
Estágio III que não pode ser operado
Quando a doença no tórax é extensa demais para a cirurgia, o tratamento combina quimioterapia e radioterapia ao mesmo tempo, seguidas de imunoterapia com durvalumabe por até um ano. Se o tumor tem mutação de EGFR, o osimertinibe substitui a imunoterapia nessa fase.
Estágio IV: doença avançada
Quando há metástases, o objetivo passa a ser controlar a doença pelo maior tempo possível, com boa qualidade de vida. Com uma alteração tratável, a terapia-alvo em comprimido costuma ser a primeira escolha. Sem ela, a base é a imunoterapia, sozinha ou com quimioterapia, conforme o nível de PD-L1. O texto sobre sistema imunológico e câncerexplica como a imunoterapia funciona.
Radioterapia e cirurgia continuam úteis para aliviar sintomas e tratar focos específicos, como a metástase cerebral no câncer de pulmão e a metástase óssea. O panorama geral da doença espalhada está no texto sobre câncer metastático.
Prognóstico
O prognóstico do adenocarcinoma de pulmão depende principalmente do estágio. Nos dados da Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão (IASLC) usados para validar a 9ª edição do TNM, a sobrevida em cinco anos do câncer de pulmão de não pequenas células foi de 82% no estágio IA, 69% no IB, 62% no IIA e 54% no IIB. Esses números incluem todos os subtipos, e não apenas o adenocarcinoma.
Outros fatores também pesam: o padrão de crescimento e o grau descritos no laudo, a presença de STAS, outras doenças da pessoa e a experiência do hospital. Serviços que operam muitos casos de câncer de pulmão por ano têm menor mortalidade cirúrgica e melhor sobrevida a longo prazo.
Na doença avançada, a descoberta de uma alteração tratável mudou o cenário. No mesmo estudo do Lung Cancer Mutation Consortium, pessoas com alteração condutora tratadas com terapia-alvo tiveram sobrevida mediana de 3,5 anos, contra 2,1 anos entre as que não tinham alteração, e os remédios mais recentes ampliaram esse tempo. Médias de estudos, porém, não preveem o caminho de uma pessoa específica. A conversa sobre prognóstico deve ser feita com o oncologista, olhando o caso concreto.
Acompanhamento depois do tratamento
Depois de um tratamento com intenção curativa, o acompanhamento inclui consulta, exame clínico e tomografia de tórax a cada seis meses nos dois primeiros anos e, depois, uma vez por ano, com ajustes conforme o risco de cada caso. A tomografia anual pode continuar além de cinco anos, porque quem já tratou um adenocarcinoma de pulmão tem risco maior de desenvolver um segundo tumor no pulmão.
Parar de fumar faz parte do tratamento: melhora a recuperação da cirurgia, reduz complicações da radioterapia e diminui o risco de um novo câncer. O National Cancer Institute reforça que o apoio para deixar o cigarro deve ser oferecido a todas as pessoas em tratamento. O cansaço que persiste meses depois também merece atenção, como explica o texto sobre fadiga relacionada ao câncer.
O papel do oncologista clínico e quando pedir segunda opinião
Nesse tipo de câncer, o oncologista clínico é quem costuma coordenar o caminho: interpreta o laudo com o patologista, confere se o teste molecular foi feito de forma completa, define a sequência entre cirurgia, quimioimunoterapia, terapia-alvo e radioterapia, acompanha os efeitos colaterais e organiza o seguimento.
Uma segunda opinião é especialmente útil quando:
- a doença é avançada e o tratamento foi proposto sem o resultado de EGFR, ALK e das demais alterações;
- o teste foi feito só no sangue, veio negativo e não houve análise do tecido;
- há dúvida entre operar, fazer radioterapia ou começar pelo tratamento com remédios;
- o laudo da biópsia veio inconclusivo ou com material insuficiente.
Para quem mora fora de São Paulo, a consulta por telemedicina permite revisar exames e laudos à distância. Mais informações sobre a formação e a atuação do médico estão na página sobre o Dr. Hugo Tanaka.
Quer uma segunda opinião sobre o diagnóstico ou o plano de tratamento? Envie seus exames e agende uma avaliação presencial ou por telemedicina.
Perguntas frequentes sobre adenocarcinoma de pulmão
Adenocarcinoma de pulmão tem cura?
Sim, quando é descoberto em fase inicial e pode ser retirado por completo. Nos estágios in situ e minimamente invasivo, a chance de cura após a cirurgia se aproxima de 100%, e no estágio I a maioria das pessoas fica livre da doença. Na doença avançada, a cura é rara, mas o tratamento pode controlar o tumor por anos.
Adenocarcinoma pulmonar é agressivo?
Depende do caso. Muitos crescem devagar, sobretudo os que aparecem em vidro fosco, enquanto outros, com padrões sólido ou micropapilar, têm comportamento mais agressivo. O estágio, o padrão descrito no laudo e as alterações genéticas do tumor ajudam a estimar esse comportamento.
Quem nunca fumou pode ter adenocarcinoma de pulmão?
Pode. É o tipo de câncer de pulmão mais comum em quem nunca fumou. Fumo passivo, radônio, poluição, exposições no trabalho e fatores genéticos estão entre as causas. Nesses casos, a chance de encontrar uma alteração tratável, como EGFR ou ALK, é maior.
Qual a diferença entre adenocarcinoma e carcinoma epidermoide do pulmão?
Os dois são cânceres de pulmão de não pequenas células. O adenocarcinoma nasce nas células glandulares, costuma ficar na periferia do pulmão e tem mais alterações tratáveis com terapia-alvo. O carcinoma epidermoide, ou escamoso, nasce no revestimento dos brônquios maiores, fica mais no centro do pulmão e tem ligação mais forte com o cigarro.
Qual a expectativa de vida com adenocarcinoma de pulmão?
Varia muito conforme o estágio. No estágio IA, cerca de 8 em cada 10 pessoas estão vivas após cinco anos. Na doença avançada com alteração tratável, muitas pessoas vivem vários anos com terapia-alvo. Médias não definem o caso individual, por isso o prognóstico deve ser conversado com o oncologista.
Adenocarcinoma de pulmão é hereditário?
Na grande maioria das vezes, não. As alterações como EGFR e ALK surgem apenas nas células do tumor e não passam para os filhos. Ter parentes próximos com câncer de pulmão aumenta um pouco o risco, e famílias com vários casos podem ser avaliadas quanto a síndromes de câncer hereditário.
Adenocarcinoma in situ é câncer?
É considerado a forma mais inicial do adenocarcinoma, sem invasão do tecido do pulmão. Por isso, quando retirado por completo, praticamente não volta, e em geral não precisa de quimioterapia nem de radioterapia depois da cirurgia. O acompanhamento com tomografia continua sendo recomendado.
Dúvidas sobre adenocarcinoma de pulmão?
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Para avaliar o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Hugo Tanaka.
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