Imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço: como funciona e quem pode fazer

Nos tumores de boca, garganta e laringe que voltaram ou se espalharam, existe hoje um tratamento que não ataca o tumor diretamente: ele devolve ao próprio corpo a capacidade de enxergar o câncer. Este texto explica, com analogias simples, como a imunoterapia funciona, o que significa o resultado do PD-L1, quem se beneficia, quais são os efeitos colaterais e como está o acesso pelo SUS e pelos convênios.

Receber a notícia de que um tumor de boca, garganta ou laringe voltou ou se espalhou é um dos momentos mais difíceis de todo o percurso. É também o momento em que surgem as maiores dúvidas sobre o que ainda pode ser feito. Nos últimos anos, esse cenário mudou de forma importante, e a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço passou a ocupar o lugar que antes pertencia apenas à quimioterapia. Este texto foi escrito para pacientes e familiares, sem jargão médico, para explicar o que esse tratamento é, quem se beneficia dele e o que esperar na prática.

Os tumores de cabeça e pescoço estão entre os mais frequentes no país. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para o triênio 2026 a 2028 aponta cerca de 17 mil novos casos por ano só de câncer de cavidade oral e mais de 8 mil de laringe no Brasil. São números que mostram por que informação clara sobre as opções de tratamento faz diferença para tanta gente.

O que é a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço

Pense no sistema de defesa do corpo como a equipe de segurança de um prédio muito grande. Os seguranças, que na vida real são as células chamadas linfócitos T, circulam o tempo todo conferindo o crachá de cada célula. Quem tem crachá válido segue em frente. Quem é estranho é abordado e retirado.

Para que essa equipe não saia atacando os próprios moradores, o corpo instalou botões de desligar, os chamados pontos de controle imunológico. O tumor descobre onde ficam esses botões e aprende a apertá-los. Ele passa a exibir na sua superfície uma proteína chamada PD-L1, que se encaixa em um receptor chamado PD-1, presente no segurança. Na prática, é como se a célula do câncer mostrasse um crachá falso de funcionário: o segurança olha, reconhece o crachá e vai embora sem fazer nada.

Dúvidas sobre imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço?

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Para avaliar o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Hugo Tanaka.

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A imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço age exatamente nesse encontro. Os medicamentos usados, o pembrolizumabe e o nivolumabe, são anticorpos que cobrem esse ponto de encaixe. É como arrancar o crachá falso da mão do tumor. O remédio não mata a célula cancerosa: ele devolve a visão para a equipe de segurança, e quem elimina o tumor é o próprio organismo.

Essa é a grande diferença em relação à quimioterapia. A quimioterapia é uma substância que atinge todas as células que se multiplicam rápido, como uma dedetização feita no prédio inteiro: resolve o problema, mas atinge também os moradores saudáveis, o que explica a queda de cabelo, o enjoo e a queda das defesas. A imunoterapia não dedetiza nada, apenas devolve a função à segurança que já estava lá dentro.

Quais tumores de cabeça e pescoço entram nessa conta

A expressão “cabeça e pescoço” reúne tumores de regiões bem diferentes. O tipo mais comum, e o que responde à imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço discutida aqui, é o carcinoma espinocelular, que nasce do revestimento interno dessas áreas:

  • Boca, língua, gengiva e assoalho da boca
  • Orofaringe, que inclui amígdalas e base da língua, região muito ligada ao HPV
  • Laringe, onde ficam as cordas vocais
  • Hipofaringe e demais partes da garganta

Tumores de nasofaringe, de glândulas salivares, da tireoide e sarcomas dessa região têm comportamento e protocolos próprios e não seguem as mesmas regras. Materiais educativos da American Cancer Society e do National Cancer Institute (NIH) também organizam esses tumores dessa forma. Se você tem dúvida sobre em qual grupo o seu diagnóstico se encaixa, vale ler a página sobre câncer de cabeça e pescoço e conferir o laudo da biópsia com o médico assistente.

Quando a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço é indicada

Nem todo paciente vai receber imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço, e isso não é um sinal ruim. Existem três situações bem distintas:

Doença inicial, com chance de cura

Quando o tumor está limitado, o tratamento com intenção de cura continua sendo cirurgia, radioterapia ou a combinação de radioterapia com quimioterapia. A imunoterapia não substitui nenhum desses passos. Esse cenário é detalhado no texto sobre tratamento do câncer de orofaringe por estágio.

Doença localmente avançada operável

Esse é o cenário mais novo. Em 15 de setembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do pembrolizumabe antes e depois da cirurgia em tumores localmente avançados que ainda podem ser operados e que apresentam PD-L1 com CPS igual ou maior que 1, com base no estudo KEYNOTE-689. É a primeira vez que a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço entra em um cenário com intenção de cura, e não apenas paliativo.

Doença que voltou ou se espalhou

É o cenário principal e o mais estudado. Quando o tumor reaparece em um local que não pode mais ser operado nem irradiado, ou quando aparecem lesões em pulmão, ossos ou fígado, o tratamento passa a ser feito por medicamentos que circulam pelo corpo todo. Aqui a imunoterapia é hoje a primeira opção para a maioria dos pacientes.

O exame PD-L1 e o CPS: o termômetro que orienta a decisão

Antes de indicar imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço, o oncologista pede um exame feito no próprio material da biópsia que já foi retirada. Não é preciso furar de novo na maioria das vezes. Esse exame mede quanto PD-L1 existe no tumor e ao redor dele, e o resultado vem em forma de um número chamado CPS.

Uma analogia ajuda: o CPS funciona como o medidor de sinal do celular. Ele não garante que a ligação vai completar, mas indica a probabilidade. Quanto mais o tumor depende do crachá falso para se esconder, maior a chance de que retirar esse crachá faça diferença.

  • CPS igual ou maior que 20: sinal forte. A imunoterapia isolada costuma ser a escolha preferida para quem não está com a doença em ritmo acelerado.
  • CPS entre 1 e 19: sinal intermediário. Costuma-se associar imunoterapia e quimioterapia em quem tem bom estado geral.
  • CPS menor que 1 ou indisponível: sinal fraco. O benefício da imunoterapia isolada é limitado, e a base do tratamento passa a ser a quimioterapia com platina, com ou sem imunoterapia associada, ou a associação com cetuximabe.

CPS baixo não significa ausência de tratamento nem ausência de esperança. Significa apenas que a estratégia muda de ordem.

Imunoterapia sozinha ou junto com a quimioterapia

Essa é a dúvida mais comum na primeira consulta, e a resposta veio de um estudo internacional chamado KEYNOTE-048, que acompanhou 882 pacientes divididos em três grupos: imunoterapia isolada, imunoterapia com quimioterapia e o esquema antigo, que usava cetuximabe com quimioterapia.

Traduzindo os resultados para a vida real: os grupos que receberam imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço viveram mais do que o grupo do esquema antigo. Entre quem recebeu imunoterapia com quimioterapia, cerca de 19 em cada 100 pessoas estavam vivas quatro anos depois, contra 5 em cada 100 no esquema antigo. Para quem tinha CPS alto e recebeu apenas o imunoterápico, a sobrevida mediana passou de 11 para 15 meses.

Há um detalhe importante e honesto de dizer. A imunoterapia isolada faz o tumor encolher em menos gente do que a quimioterapia, algo em torno de 17 em cada 100 pessoas contra 36 em cada 100. Em compensação, quando funciona, o efeito dura muito mais tempo, e os efeitos colaterais graves são bem menos frequentes, cerca de 17 por cento contra quase 70 por cento.

A analogia que costuma esclarecer é esta: a quimioterapia é um empurrão forte e imediato, que perde força com o tempo. A imunoterapia é o treinamento da equipe de segurança, que demora algumas semanas para render, mas depois continua trabalhando sozinha. Quando a doença está crescendo rápido e causando sintomas, não dá para esperar o treinamento terminar, e então se usam os dois recursos juntos.

Na prática, o raciocínio segue estas linhas gerais, sempre ajustadas caso a caso:

  • Doença crescendo rápido ou com muitos sintomas: imunoterapia associada a quimioterapia com platina, independentemente do CPS.
  • Doença estável, com CPS igual ou maior que 20: imunoterapia isolada.
  • Doença estável, CPS entre 1 e 19, bom estado geral: imunoterapia com quimioterapia.
  • CPS menor que 1: quimioterapia com platina como base, podendo levar imunoterapia ou cetuximabe junto.
  • Estado geral muito comprometido: cuidados de suporte e controle de sintomas podem ser a melhor escolha, e essa também é uma decisão de cuidado, não de desistência.

Como é feita a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço no dia a dia

A aplicação da imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço é feita na veia, em ambiente ambulatorial, e dura cerca de 30 minutos. Não há internação. O pembrolizumabe pode ser aplicado a cada três semanas ou a cada seis semanas, em dose maior; o nivolumabe, a cada duas ou quatro semanas. Quando há quimioterapia associada, o dia da aplicação fica mais longo, porque a quimioterapia exige hidratação e medicamentos contra enjoo.

A imunoterapia isolada não costuma causar queda de cabelo, feridas na boca ou aquele enjoo intenso que as pessoas associam ao tratamento do câncer. O sintoma mais relatado é cansaço. Antes de cada ciclo são colhidos exames de sangue, incluindo função da tireoide, do fígado e dos rins.

O tratamento segue por até dois anos, ou até que a doença volte a crescer, ou até que apareça um efeito colateral que exija a interrupção. A primeira reavaliação por imagem costuma ser feita depois de nove a doze semanas, porque o tempo do sistema imunológico não é o mesmo tempo da quimioterapia.

Efeitos colaterais: quando a defesa exagera

Se a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço solta o freio da equipe de segurança, o risco previsível é que essa equipe passe a revistar quem é de casa. É exatamente isso que acontece nos efeitos colaterais imunomediados. Eles são menos frequentes que os da quimioterapia, mas exigem atenção porque podem aparecer em qualquer órgão.

  • Tireoide: é o mais comum. Cerca de 15 por cento das pessoas desenvolvem hipotireoidismo, tratado com um comprimido diário de hormônio.
  • Intestino: diarreia que não melhora ou sangue nas fezes precisam ser comunicados no mesmo dia.
  • Pele: coceira e manchas avermelhadas, geralmente controladas com pomadas.
  • Pulmão: tosse seca nova ou falta de ar merecem avaliação rápida.
  • Fígado, hipófise, adrenal e pâncreas: menos frequentes, detectados nos exames de rotina ou por cansaço extremo e sede excessiva.

A maior parte desses quadros é revertida com corticoide, desde que identificada cedo. Diretrizes de manejo publicadas pela American Society of Clinical Oncology (ASCO) orientam a conduta para cada órgão afetado. A regra de ouro para o paciente e para a família é simples: sintoma novo, mesmo que pareça bobagem, deve ser comunicado à equipe. Vale lembrar que esses efeitos podem surgir semanas ou até meses depois do fim do tratamento, então o aviso continua valendo mesmo após a alta das aplicações.

Quem não deve fazer imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço

Existem situações em que a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço precisa ser evitada ou usada com cautela redobrada, porque soltar o freio do sistema de defesa pode ser perigoso:

  • Doenças autoimunes em atividade, como lúpus, artrite reumatoide descompensada ou doença inflamatória intestinal grave
  • Pessoas transplantadas de órgão sólido, pelo risco de rejeição
  • Uso contínuo de corticoide em dose alta ou de imunossupressores por outro motivo
  • Estado geral muito debilitado, em que o objetivo passa a ser o alívio de sintomas

A seleção do tratamento muda de paciente para paciente. Idade, doenças associadas como problemas de coração, rim ou diabetes, tratamentos que já foram feitos antes e, principalmente, a capacidade de realizar as atividades do dia a dia, o chamado estado funcional, pesam tanto quanto o resultado do exame de PD-L1. Duas pessoas com o mesmo laudo de biópsia podem receber indicações completamente diferentes, e essa avaliação individualizada é discutida em reunião multidisciplinar, prática recomendada pelas diretrizes da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

E se a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço parar de funcionar

Nem sempre a imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço continua controlando a doença, e existe caminho depois disso. Para quem progrediu usando apenas imunoterapia e nunca recebeu cetuximabe, entram combinações de platina com taxano ou com fluoruracila, com ou sem cetuximabe. Para quem já recebeu imunoterapia junto com quimioterapia, o cetuximabe isolado ou associado a um taxano é uma opção. A participação em estudos clínicos deve ser considerada em qualquer momento do percurso, e não apenas no fim.

Acesso no Brasil: SUS, convênios e o que esperar

O acesso à imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço é a parte que gera mais angústia nas famílias, e merece uma resposta direta. O pembrolizumabe e o nivolumabe estão registrados na Anvisa para tumores de cabeça e pescoço. No SUS, porém, a situação é outra: em setembro de 2024, a Conitec, comissão que avalia a incorporação de medicamentos na rede pública, recomendou a não incorporação do pembrolizumabe e do cetuximabe para doença recidivada ou metastática, de modo que o padrão oferecido na rede pública segue sendo a quimioterapia com platina.

Na saúde suplementar, a cobertura costuma existir quando a indicação está de acordo com a bula registrada e com as diretrizes de utilização vigentes. Negativas acontecem, especialmente quando o pedido não deixa explícito o resultado do PD-L1 e o cenário clínico, e existem caminhos administrativos e judiciais para contestá-las. Reunir laudo da biópsia, resultado do CPS, relatório médico detalhado e exames de imagem antes de abrir o pedido reduz muito o tempo de espera.

Para uma visão geral de como a imunoterapia é usada em outros tipos de tumor, há também a página sobre imunoterapia e o conteúdo específico sobre câncer de boca.

Perguntas frequentes sobre imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço

A imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço cura a doença?

Quando a doença já se espalhou, o objetivo do tratamento é controlar o tumor, prolongar a vida com qualidade e aliviar sintomas, e não curar. Ainda assim, uma parcela dos pacientes apresenta resposta muito duradoura: no estudo KEYNOTE-048, cerca de 19 em cada 100 pessoas tratadas com imunoterapia e quimioterapia seguiam vivas quatro anos depois. No cenário aprovado em 2025, antes e depois da cirurgia, a intenção passa a ser de cura.

Quanto tempo dura o tratamento com imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço?

Em geral até dois anos, se a doença seguir controlada e não houver efeito colateral que obrigue a parar. Algumas pessoas interrompem antes, por decisão conjunta, quando a resposta é completa e mantida. Cada aplicação dura cerca de 30 minutos, a cada duas, três, quatro ou seis semanas, conforme o medicamento e a dose escolhida.

A imunoterapia faz o cabelo cair e dá muito enjoo?

A imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço, isoladamente, não causa esses sintomas. A queda de cabelo, as feridas na boca e o enjoo intenso são efeitos típicos da quimioterapia. O sintoma mais comum da imunoterapia é cansaço. Quando os dois tratamentos são usados juntos, os efeitos da quimioterapia aparecem normalmente.

Quem tem PD-L1 negativo, com CPS menor que 1, pode fazer imunoterapia?

Pode, mas o benefício isolado é limitado. Nesses casos a base do tratamento passa a ser a quimioterapia com platina, que pode ser combinada com imunoterapia ou com cetuximabe. A decisão leva em conta o estado geral, as doenças associadas e a preferência do paciente após conversa sobre riscos e benefícios.

Imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço pode ser feita junto com radioterapia?

Fora de estudos clínicos, não é rotina combinar as duas com esse objetivo. Um estudo que somou radioterapia estereotáxica a uma única lesão em pacientes já em imunoterapia não mostrou ganho de resposta nas outras lesões nem de sobrevida. A radioterapia continua sendo muito útil quando o objetivo é aliviar dor ou sangramento em um ponto específico.

O SUS oferece imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço?

Para doença recidivada ou metastática, a Conitec recomendou em setembro de 2024 a não incorporação do pembrolizumabe, então o tratamento padrão na rede pública segue sendo a quimioterapia com platina. Na saúde suplementar a cobertura costuma existir quando a indicação está dentro da bula e das diretrizes de utilização.

Quanto tempo leva para saber se está funcionando?

A primeira tomografia de controle após o início da imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço costuma ser feita entre nove e doze semanas. Esse intervalo existe porque o sistema imunológico leva tempo para agir e, em alguns casos, a lesão chega a parecer maior nas primeiras imagens por conta do acúmulo de células de defesa, fenômeno conhecido como pseudoprogressão. Por isso, uma imagem isolada raramente é motivo para trocar de tratamento.

O que levar dessa leitura

A imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço representa a mudança mais relevante do tratamento dessa doença nos últimos vinte anos. Ela não serve para todo mundo, não funciona em todos os casos e exige acompanhamento próximo por causa dos efeitos imunomediados. Ainda assim, para uma parte significativa dos pacientes com doença recorrente ou metastática, ela oferece algo que a quimioterapia isolada raramente ofereceu: respostas duradouras com menos toxicidade. A definição da melhor estratégia depende do tipo exato do tumor, do resultado do PD-L1, do ritmo da doença e das condições clínicas individuais, e deve ser construída junto com a equipe que acompanha cada caso.

Dúvidas sobre imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço?

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Para avaliar o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Hugo Tanaka.

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Oncologista em São Paulo - Dr. Hugo Tanaka

Dr. Hugo Tanaka
Oncologista Clínico
CRM 163241 | RQE 100689 – Oncologia Clínica

Oncologista clínico e pesquisador atuante em São Paulo, com sólida formação acadêmica que inclui doutorado e mestrado em oncologia clínica e atendimento multidisciplinar.
Especialista certificado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), desenvolve práticas médicas integradas com foco em atendimento humanizado e ágil, sempre baseado em diretrizes internacionais.

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