A colostomia é uma cirurgia que cria um novo caminho para a saída das fezes, sem passar pelo ânus. Para isso, o cirurgião faz uma pequena abertura na parede abdominal, chamada estoma, e leva até ela uma parte do cólon, o intestino grosso. Por essa abertura passam a sair fezes e gases, recolhidos em uma bolsa coletora presa à pele, a conhecida bolsa de colostomia.
Esse procedimento pertence ao grupo das ostomias, nome dado a qualquer abertura cirúrgica que liga um órgão interno à pele. Muitas vezes, acompanha a colectomia, a cirurgia que retira parte ou todo o cólon, mas também é indicado quando o intestino precisa de repouso para cicatrizar ou quando o caminho natural das fezes está bloqueado.
O nome varia conforme o trecho do cólon em que o estoma é criado: no sigmoide, por exemplo, fala-se em colostomia sigmoide. Esse local, somado à técnica cirúrgica, define o tipo e influencia a consistência das fezes.
O tempo de uso também muda de pessoa para pessoa. Em alguns casos, a bolsa fica apenas alguns meses, até que o intestino seja religado em uma nova cirurgia; em outros, acompanha o paciente pelo resto da vida, sobretudo quando o ânus precisa ser retirado. Seja qual for a situação, antes da alta a equipe de saúde orienta o paciente e a família sobre os cuidados com o estoma e a rotina com a bolsa.
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Agendar pelo WhatsAppTipos de colostomia pelo local no cólon
O nome da colostomia indica em que parte do intestino grosso o estoma foi criado. Esse detalhe importa porque o cólon absorve água ao longo de todo o seu trajeto: quanto mais perto do fim do intestino fica o estoma, mais firmes saem as fezes.

- Colostomia ascendente: é feita no cólon ascendente, o primeiro trecho do intestino grosso, que sobe pelo lado direito da barriga. É rara e costuma ser temporária. Como quase não houve absorção de água, as fezes saem líquidas ou semilíquidas, de forma parecida com uma ileostomia. Por isso, como aponta a American Cancer Society, a ileostomia costuma ser preferida nessas situações.
- Colostomia transversa: é feita no cólon transverso, que cruza a parte de cima da barriga de um lado ao outro. Como fica mais no início do trajeto, o intestino teve menos tempo para absorver água, e as fezes costumam ser pastosas. Costuma ser temporária, e a bolsa usada é sempre drenável, porque a saída das fezes não tem controle.
- Colostomia descendente: é feita no cólon descendente, que desce pelo lado esquerdo da barriga. Por ficar perto do fim do intestino, produz fezes relativamente firmes.
- Colostomia sigmoide: é feita no cólon sigmoide, o último trecho do intestino grosso antes do reto. É o tipo mais comum. Como as fezes já percorreram quase todo o cólon, elas saem firmes e formadas, parecidas com as de antes da cirurgia.
Tipos de colostomia pela técnica cirúrgica
Além do local no cólon, a colostomia é classificada pela forma como o estoma é construído. Segundo a American Cancer Society, a escolha da técnica depende do motivo da cirurgia e da previsão de a colostomia ser temporária ou definitiva.
- Colostomia terminal: costuma ser definitiva e é a técnica usada quando a parte final do cólon ou o reto precisa ser retirada por uma doença, como o câncer. O cirurgião leva uma das pontas do intestino até a pele e forma um único estoma, que fica um pouco acima da superfície da barriga para facilitar o encaixe da bolsa.
- Colostomia em alça: uma alça do cólon é trazida até a pele e aberta, formando um estoma que parece único, mas tem duas aberturas lado a lado. Por uma saem as fezes e, pela outra, apenas muco. Costuma ser temporária e desvia as fezes enquanto o intestino se recupera de uma doença ou lesão. Depois da cicatrização, as duas partes geralmente são religadas, e a evacuação volta a acontecer pelo caminho natural.
- Colostomia em duplo cano: o cirurgião divide o intestino por completo e leva cada ponta até a pele como um estoma separado. Um deles elimina fezes e o outro, apenas muco. Também costuma ser temporária.
Nas colostomias em alça e em duplo cano, a saída de muco é normal e esperada. O cólon produz pequenas quantidades dessa substância para proteger sua parede do contato com as fezes, e o trecho que ficou em repouso continua a produzi-la. Esse muco sai pelo estoma ou pelo ânus e, na maioria das vezes, passa despercebido.
Quando a colostomia é indicada
A colostomia é indicada quando uma doença ou lesão impede que as fezes passem com segurança pelo cólon, pelo reto ou pelo ânus. As causas mais frequentes estão no câncer, mas doenças inflamatórias, traumas e malformações também podem exigir o procedimento.
No câncer, as principais indicações são:
- Tumor de reto próximo ao ânus: quando o tumor envolve o esfíncter, reto e ânus precisam ser retirados na amputação do reto, e a colostomia é definitiva.
- Obstrução intestinal pelo tumor: em uma cirurgia de urgência, o intestino pode estar dilatado e inflamado demais para ser religado com segurança. O desvio costuma ser temporário.
- Proteção após a cirurgia: depois da retirada de parte do intestino, o cirurgião pode optar por religar as pontas apenas em uma segunda operação, para dar tempo aos tecidos de cicatrizar.
- Tumores de outros órgãos da pelve: câncer de ovário, colo do útero, próstata ou bexiga que invade o intestino pode exigir cirurgias mais amplas com colostomia.
Na maioria das cirurgias de câncer colorretal, porém, o intestino é religado no mesmo ato e não há necessidade de bolsa.
Fora da oncologia, a colostomia também pode ser necessária em:
- Diverticulite complicada: abscesso ou perfuração do cólon em pacientes com divertículos, geralmente com colostomia temporária.
- Trauma: lesões do cólon ou do reto causadas por acidentes ou ferimentos.
- Doença de Crohn: quando a inflamação atinge o reto e a região anal, com fístulas complexas.
- Malformações de nascença: como a doença de Hirschsprung e a atresia anal, em crianças.
- Incontinência fecal grave: quando nenhum outro tratamento funcionou, a colostomia definitiva pode devolver controle e qualidade de vida.
Colostomia temporária ou definitiva
Na maior parte dos casos, já se sabe antes da operação se a colostomia será temporária ou definitiva, e essa previsão é explicada ao paciente e à família. O que diferencia as duas é a possibilidade de religar o intestino no futuro.
A colostomia temporária é indicada quando um trecho do intestino precisa de repouso para se recuperar, seja de uma emenda recente, de uma inflamação, de uma perfuração ou de uma obstrução. Costuma ser mantida por cerca de 3 a 6 meses. A decisão sobre o momento do fechamento também leva em conta a necessidade de outros tratamentos contra o câncer, como a quimioterapia, segundo a American Cancer Society. Depois que o intestino cicatriza, uma nova cirurgia religa as pontas e fecha o estoma, e as fezes voltam a sair pelo ânus.
A colostomia definitiva é necessária quando não existe mais um caminho para religar o intestino. No câncer, a situação mais comum é a amputação do reto, descrita acima; fora dele, lesões graves e irreparáveis do intestino ou do ânus também podem levar a essa condição. Nesses casos, as fezes passam a sair sempre pelo estoma.
Uma colostomia planejada como temporária nem sempre é fechada. Isso acontece quando a condição clínica não permite uma nova cirurgia, quando a doença avança ou quando o risco da religação supera o benefício. Nesses casos, a bolsa passa a ser permanente, mesmo que essa não fosse a previsão inicial.
Como é feita a cirurgia de colostomia
A colostomia é feita sob anestesia geral e, muitas vezes, no mesmo ato cirúrgico da retirada do tumor ou do trecho doente do intestino. O cirurgião escolhe a técnica de acordo com o motivo da cirurgia, o estado de saúde do paciente e a urgência do caso.
- Cirurgia aberta: feita por um corte maior na barriga. É mais usada em urgências, como obstrução ou perfuração do intestino, e em casos mais complexos. A internação e a recuperação costumam ser um pouco mais longas.
- Videolaparoscopia: feita por pequenos cortes, por onde entram uma câmera fina e os instrumentos cirúrgicos. A imagem aparece ampliada em um monitor e guia todo o procedimento.
- Cirurgia robótica: também usa pequenos cortes, mas os instrumentos ficam presos a braços robóticos controlados pelo cirurgião a partir de um console, com visão em três dimensões e movimentos de alta precisão.
As técnicas minimamente invasivas, laparoscópica e robótica, costumam trazer menos dor e recuperação mais rápida. Nem todos os pacientes são candidatos a elas.
A cirurgia segue, em geral, estas etapas:
- Demarcação do estoma: antes da operação, o enfermeiro estomaterapeuta marca na pele o melhor local para o estoma, com o paciente sentado, em pé e deitado. O objetivo é evitar dobras, cicatrizes e a linha da cintura, o que reduz vazamentos no futuro.
- Anestesia e preparo: na sala de cirurgia, o paciente recebe a anestesia geral e um antibiótico pela veia para prevenir infecção.
- Tratamento do intestino: o cirurgião localiza o trecho do cólon a ser desviado e, quando necessário, retira a parte doente ou lesionada.
- Criação do estoma: uma abertura é feita na parede do abdômen, e o cólon é trazido até ela e costurado à pele.
- Fechamento e colocação da bolsa: os cortes são fechados com pontos ou grampos, e uma bolsa coletora é adaptada ao estoma ainda na sala de cirurgia.
Existem vários modelos de bolsa, como as fechadas, as drenáveis e as minibolsas. A escolha é feita com a equipe de saúde nos primeiros dias, conforme o tipo de fezes e a rotina do paciente, como explica o texto sobre ostomia e o que esperar após o procedimento.
Logo após a cirurgia, o estoma costuma ficar bem inchado, às vezes com hematomas e pontos ao redor, e pode ter uma cor mais escura que a habitual. Com a cicatrização, ele diminui de tamanho e fica rosado ou vermelho e úmido; segundo a American Cancer Society, o inchaço regride em 6 a 8 semanas. No início, as fezes também costumam sair finas e aquosas e ficam mais firmes com o tempo.
Como é viver com uma colostomia
A adaptação leva algumas semanas. Depois dela, a maioria das pessoas volta às atividades de que gostava antes da cirurgia.
Banho, roupas e vida íntima
O banho pode ser tomado com ou sem a bolsa, porque a água não entra no estoma. Duas precauções ajudam: evitar o jato do chuveiro direto sobre o estoma e enxaguar bem o sabonete da pele ao redor, para a placa aderir melhor. Nadar também é permitido; depois, basta secar bem a bolsa e o adesivo.
Na maior parte dos casos, não é preciso mudar o estilo das roupas. A recomendação é apenas evitar peças apertadas sobre o estoma, que atrapalham a passagem das fezes para a bolsa.
Na vida íntima, esvaziar a bolsa antes, usar uma bolsa menor ou uma cinta de proteção e conversar abertamente com o parceiro ajudam a recuperar a confiança. Esses temas estão detalhados no texto sobre ostomia e o que esperar após o procedimento.
Exercícios e viagens
A colostomia raramente limita a atividade física. A caminhada é o melhor começo: curta nas primeiras semanas e mais longa conforme a recuperação. Nas primeiras 6 a 8 semanas, a orientação do Memorial Sloan Kettering Cancer Center é não levantar nem empurrar mais de 4,5 kg, o que inclui tarefas como passar aspirador. Abdominais, flexões e exercícios intensos ficam para depois de 2 a 3 meses, para reduzir o risco de hérnia na cicatriz ou ao redor do estoma.
Para viajar, é bom levar bolsas, placas e material de limpeza extras na bagagem de mão, manter a hidratação e cuidar da alimentação para evitar gases e diarreia.
Alimentação, gases e odor
Não existe dieta especial. Nas duas primeiras semanas após a cirurgia, porém, vale limitar alimentos que causam gases ou fezes amolecidas, como feijão, repolho, brócolis, cebola, bebidas gaseificadas, frutas frescas e verduras cruas. Depois dessa fase, algumas medidas ajudam o intestino a funcionar bem:
- Fazer refeições em horários regulares, comer devagar e mastigar bem, sobretudo milho, pipoca e castanhas.
- Beber cerca de 2 litros de líquidos por dia.
- Consumir fibras de grãos integrais, frutas e verduras, para prevenir a prisão de ventre.
- Testar alimentos novos um de cada vez.
Feijão, repolho, brócolis, cebola, ovos, laticínios, bebidas gaseificadas e álcool aumentam os gases. Chiclete, canudo e cigarro fazem engolir mais ar.
Ovo, peixe, alho, cebola e queijo intensificam o odor. Bolsas com filtro, placa bem aderida, esvaziamento frequente e desodorantes próprios para ostomia resolvem a maior parte dos casos.
Irrigação da colostomia
A irrigação da colostomia é uma lavagem do intestino feita pelo próprio estoma, parecida com um enema. A água estimula o cólon a se esvaziar de uma vez, no horário escolhido, e o procedimento é repetido todos os dias ou em dias alternados. Entre uma irrigação e outra, muitas pessoas quase não têm saída de fezes e trocam a bolsa por uma pequena tampa sobre o estoma. É uma opção para quem tem colostomia descendente ou sigmoide, com fezes pastosas a firmes.
Problemas comuns e como lidar
- Prisão de ventre: a frequência varia de duas a três vezes por dia até uma vez a cada dois ou três dias. Fezes duras ou muito espaçadas pedem mais fibras, líquidos e atividade física. Analgésicos opioides pioram o quadro, e o médico pode indicar um laxante.
- Diarreia: pode vir de alimentos, infecções, antibióticos ou da quimioterapia. Nesses períodos, é importante repor líquidos a cada evacuação líquida. Se a diarreia persistir, a equipe deve ser avisada.
- Sangramento leve: pequenas manchas de sangue ao limpar o estoma são normais. Sangramento que não para com compressão de gaze precisa de avaliação.
- Pele irritada: vermelhidão, dor ou pele úmida ao redor do estoma geralmente indicam placa mal ajustada, limpeza excessiva ou alergia ao material. O estomaterapeuta ajuda a corrigir. Quando há muitos pelos na região, aparar com tesoura ou máquina, sem cremes de barbear, melhora a aderência.
- Comprimidos inteiros na bolsa: são mais comuns nas colostomias ascendente e transversa e podem indicar que o remédio não foi absorvido. Vale conversar com o médico sobre formulações líquidas.
- Reto fantasma: depois da amputação do reto, a vontade de evacuar pode continuar por meses ou anos. Para alguns pacientes, sentar no vaso sanitário alivia a sensação.
Colostomia durante o tratamento do câncer
Muitas pessoas convivem com a colostomia enquanto fazem quimioterapia, radioterapia ou outros tratamentos oncológicos. Nesse período, o cansaço e o mal-estar podem dificultar o cuidado com a bolsa. É normal precisar da ajuda de um familiar ou cuidador, e vale treiná-lo com o estomaterapeuta antes do início do tratamento.
Quando a radioterapia inclui a região do estoma, a equipe pode orientar a retirada da bolsa durante as sessões. A pele ao redor do estoma também pode ficar mais sensível, avermelhada ou descamar, como alerta a American Cancer Society. Por isso, a placa deve ser trocada com delicadeza e só devem ser usados produtos liberados pela equipe.
Antes de começar o tratamento, a orientação é conversar com o oncologista e o estomaterapeuta sobre os cuidados específicos para cada caso.
Benefícios e riscos da colostomia
Benefícios
Em muitas situações, a colostomia salva vidas. Ela permite retirar com segurança um tumor ou um trecho doente do intestino e mantém o funcionamento intestinal quando o caminho natural das fezes não pode ser usado. Também dá descanso ao intestino depois de uma cirurgia, perfuração ou trauma, para que a região cicatrize com menos risco de infecção. Para quem tinha obstrução pelo tumor, ela devolve a possibilidade de comer e evacuar com conforto.
Riscos da cirurgia
Como qualquer operação na barriga, a colostomia envolve riscos: reações à anestesia, infecção, sangramento, às vezes com necessidade de transfusão, e, mais raramente, lesão de órgãos próximos.
Complicações do estoma
- Irritação da pele: é a mais comum e costuma vir de uma placa mal recortada ou mal aderida. O ajuste da placa geralmente resolve.
- Vazamento: é frequente nas primeiras semanas, enquanto o estoma diminui de tamanho. Pode voltar com mudanças de peso ou na gravidez.
- Sangramento: pequenas manchas ao limpar são normais. Sangramentos maiores são mais comuns no primeiro mês.
- Retração, prolapso e estenose: o estoma pode afundar, exteriorizar-se além do normal ou estreitar-se. Isso dificulta a adaptação da bolsa e às vezes exige correção cirúrgica.
- Separação do estoma da pele: os pontos podem se soltar e deixar uma pequena ferida, que costuma cicatrizar com curativos.
- Necrose: nos primeiros dias, a falta de circulação deixa o estoma escuro. É uma urgência.
- Hérnia paraestomal: abaulamento ao lado do estoma, que tende a crescer com o tempo. Controle do peso, cinta de proteção e cuidado com esforços ajudam a prevenir.
Complicações intestinais e outras
Aderências, que são cicatrizes internas da cirurgia, e hérnias podem causar obstrução intestinal. Nesse caso, laxantes não devem ser usados por conta própria. A desidratação e a má absorção de nutrientes são pouco comuns na colostomia. O risco é maior logo após a cirurgia, nas colostomias do lado direito e quando há diarreia, inclusive a causada pela quimioterapia.
Impacto emocional
Tristeza, ansiedade e mudanças na autoimagem são comuns nos primeiros meses. Apoio psicológico e grupos de ostomizados ajudam muito na adaptação.
Quando procurar atendimento com urgência
Procure atendimento com urgência se houver qualquer um destes sinais: estoma vermelho-escuro, acinzentado, marrom ou preto; sangramento que não para depois de 5 a 10 minutos de compressão; cólica por mais de 2 a 3 horas, náuseas ou vômitos persistentes; ausência de fezes pela colostomia por 3 dias; diarreia muito aquosa por mais de 5 a 6 horas; abaulamento ao redor do estoma acompanhado de dor, náuseas, vômitos, barriga estufada ou parada de gases e fezes; e sinais de desidratação, como boca seca, sensação de desmaio ou pouca urina.
Perguntas frequentes sobre colostomia
Quem tem colostomia vive quanto tempo?
O procedimento, por si só, não reduz a expectativa de vida. O que define o prognóstico é a doença que levou à cirurgia, o estágio do tumor e a resposta ao tratamento. Muitas pessoas convivem com o estoma por décadas.
A colostomia tem reversão?
A forma temporária pode ser revertida em uma nova cirurgia que religa o intestino e fecha o estoma. A forma definitiva, feita quando o ânus é retirado, não tem reversão, porque não existe mais um caminho natural para a saída das fezes.
Dá para ficar sem usar a bolsa de colostomia?
Em parte dos casos, sim. Quem tem colostomia descendente ou sigmoide e fezes firmes pode aprender a irrigação, que esvazia o intestino em horário programado; entre as irrigações, a bolsa pode ser substituída por uma pequena tampa sobre o estoma. Na colostomia temporária, a bolsa deixa de ser necessária depois da cirurgia de reversão.
Quanto tempo depois dá para fechar a colostomia?
Em geral, o fechamento é feito de alguns meses a um ano após a cirurgia, quando o intestino cicatrizou e o paciente se recuperou. Em alguns casos, pode acontecer anos depois. A decisão depende do motivo da colostomia, das condições de saúde e da capacidade de enfrentar uma nova cirurgia. Quando há quimioterapia, o momento é combinado entre cirurgião e oncologista.
Quem tem colostomia pode comer de tudo?
Na maioria dos casos, sim. Após a adaptação inicial, a alimentação costuma ser livre, com atenção a alimentos que aumentam gases, odor ou prisão de ventre. Líquidos e fibras em quantidade adequada ajudam o intestino a funcionar bem.
Colostomia dói?
O estoma não dói, porque não tem terminações nervosas de dor e não sente calor nem frio. O desconforto da cirurgia melhora ao longo das primeiras semanas, e a recuperação completa costuma levar de seis a oito semanas. Dor no estoma ou ao redor dele merece avaliação, porque pode indicar hérnia, irritação da pele ou outra complicação.
Quem tem colostomia é aposentado?
Não automaticamente. A pessoa ostomizada é reconhecida como pessoa com deficiência, mas a aposentadoria e outros benefícios do INSS dependem de perícia e de critérios específicos. A assistência social do hospital pode orientar cada caso.
Qual a diferença entre ostomia e colostomia?
Ostomia é o nome geral de qualquer abertura cirúrgica que liga um órgão interno à pele. A colostomia é um tipo de ostomia feita no intestino grosso. Ileostomia e urostomia são outros tipos.
Notou algum sinal no intestino?
Converse com o Dr. Hugo Tanaka e tire suas dúvidas. Atendimento presencial e por telemedicina.
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