Quantos tipos de tumor cerebral existem?
Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem 120 tipos diferentes de tumores cerebrais descritos nos principais manuais de neuropatologia. Embora pareça um número grande, a maioria destes tipos é extremamente rara.
Os tumores mais frequentes pertencem ao grupo dos gliomas, sendo o glioblastoma o mais comum e também o mais agressivo. Outros diagnósticos frequentes incluem o meningioma e os tumores da glândula hipófise. É importante destacar que a maioria dos tumores de hipófise não é cancerígena.
A raridade de muitos tipos significa que a maioria das pessoas nunca desenvolverá esta condição. Mesmo assim, conhecer os sinais e sintomas é fundamental para buscar ajuda médica quando necessário.
O que causa o tumor cerebral?
Os tumores surgem quando ocorrem alterações no DNA das células. Estas mudanças fazem com que as células comecem a se dividir de forma descontrolada, formando uma massa tumoral.
Para entender melhor, imagine uma mesa coberta de sal com alguns grãos de pimenta espalhados por cima. A massa principal seria como o monte de sal, enquanto os grãos de pimenta representam as células tumorais que se espalham pelo cérebro. O desafio no tratamento não está apenas em remover a massa visível através de cirurgia, mas também em tratar as células que ficaram dispersas no tecido cerebral.
Muitas pessoas se preocupam se o uso de celular, tinturas de cabelo ou outros itens do dia a dia podem causar tumor cerebral. Até o momento, não existem evidências científicas que comprovem estas relações. O único fator de risco comprovado é a exposição prévia à radiação ionizante, como pode acontecer em crianças que receberam radioterapia no cérebro para tratar leucemia.
Algumas síndromes genéticas raras, como a síndrome de Li-Fraumeni, também aumentam o risco de desenvolver tumores cerebrais e outros tipos de câncer.
Qual é a frequência do diagnóstico de tumor cerebral?
Comparado a outros tipos de câncer, o diagnóstico de tumor cerebral é considerado raro. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima aproximadamente 11.100 novos casos de tumores do sistema nervoso central por ano no Brasil, sendo cerca de 5.870 casos em homens e 5.230 em mulheres OncoguiaSaúde.
Os tumores do sistema nervoso central representam aproximadamente 4% de todos os cânceres diagnosticados no país COP. Cerca de 88% desses tumores ocorrem no cérebro Saúde. Aproximadamente 70% de todos os tumores cerebrais são benignos (não cancerosos) e 30% são malignos (cancerosos).
Esta raridade significa que muitos médicos generalistas podem atender apenas alguns casos por ano em suas práticas clínicas. Por isso, buscar centros especializados faz diferença no tratamento e no acompanhamento.
O diagnóstico e tratamento de tumores cerebrais exigem uma equipe multidisciplinar especializada. A equipe do Dr. Hugo Tanaka é referência no manejo destas condições complexas, oferecendo abordagem personalizada e baseada nas evidências científicas mais atuais para cada caso
Posso transmitir o tumor cerebral para meus filhos?
Em geral, os tumores cerebrais não são hereditários. A grande maioria dos casos ocorre de forma esporádica ou aleatória, sem risco de transmissão para os filhos.
A exceção fica por conta das raras síndromes genéticas hereditárias, como a síndrome de Li-Fraumeni mencionada anteriormente. Nestes casos específicos, existe um componente genético que pode ser passado aos descendentes. Porém, é importante reforçar que estas situações são muito raras e representam uma pequena parcela dos diagnósticos.
Quais são as opções de tratamento disponíveis?
O tratamento depende de vários fatores: o tipo específico do tumor cerebral, seu tamanho e localização. O primeiro passo é confirmar o diagnóstico, o que geralmente é feito através de biópsia ou, preferencialmente, cirurgia para remover a maior parte possível do tumor de forma segura.
As três modalidades de tratamento mais comuns são cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Dependendo do caso, estas terapias podem ser usadas isoladamente ou combinadas. A cirurgia busca remover o máximo possível do tumor sem comprometer funções cerebrais importantes. A radioterapia utiliza radiação para destruir células tumorais, enquanto a quimioterapia usa medicamentos específicos.
Centros especializados podem oferecer também terapias mais modernas, como a terapia térmica intersticial a laser e terapias-alvo, além de estudos clínicos que dão acesso a tratamentos inovadores ainda não amplamente disponíveis.
Como escolher onde realizar o tratamento?
A escolha do local de tratamento é uma decisão importante. Como os tumores cerebrais são raros, é fundamental buscar uma equipe com alto nível de especialização e experiência. O prognóstico de muitos tumores cerebrais pode ser desafiador, e o local onde você inicia o tratamento faz diferença nos resultados a longo prazo.
Procure centros que tenham equipes multidisciplinares dedicadas especificamente ao tratamento de tumores cerebrais. Estas equipes geralmente incluem neurocirurgiões, neuro-oncologistas, radio-oncologistas, enfermeiros especializados e outros profissionais que trabalham juntos para desenvolver um plano personalizado.
A experiência da equipe médica conta muito. Enquanto pode ser sua primeira vez lidando com um tumor cerebral, profissionais em centros especializados atendem muitos casos semelhantes e conhecem as melhores estratégias para cada situação específica.
Lembre-se de que você tem o direito de buscar uma segunda opinião e de fazer todas as perguntas necessárias para se sentir seguro com o tratamento proposto. O diagnóstico pode ser assustador, mas com a equipe certa e o tratamento adequado, é possível enfrentar esta jornada com mais confiança.

