Sintomas do câncer de mama inflamatório: principais sinais e manifestações

O câncer de mama inflamatório é uma forma rara e agressiva de câncer de mama, caracterizado por sintomas distintos que diferem do câncer de mama mais comum. Por sua apresentação atípica, é importante conhecer seus principais sinais para um diagnóstico precoce.

O câncer de mama inflamatório é um tipo raro e mais agressivo de câncer de mama. Ele recebe esse nome porque a mama fica com aparência inflamada – vermelha, inchada e quente ao toque – devido ao bloqueio dos pequenos vasos que drenam a linfa da pele da mama pelas células do câncer.

Este tipo de câncer cresce e se espalha muito rapidamente, em questão de semanas ou meses, diferentemente de outros tipos que podem levar anos para se desenvolver. Quando é descoberto, geralmente já está em estágio avançado, podendo ter se espalhado para os gânglios próximos ou outras partes do corpo.

Na maioria das vezes, esse câncer se desenvolve nos ductos da mama, que são os pequenos tubos que levam o leite até o mamilo, e depois se espalha para os tecidos ao redor.

Algumas características importantes incluem o fato de que costuma aparecer em mulheres mais novas do que outros tipos de câncer de mama. É mais comum em mulheres negras, que também tendem a desenvolver a doença mais cedo. Mulheres com sobrepeso também apresentam maior risco.

Muitas vezes, esse tipo de câncer não responde aos hormônios femininos, o que significa que medicamentos como o tamoxifeno, frequentemente usados no tratamento de outros cânceres de mama, podem não funcionar.

Embora seja muito mais comum em mulheres, homens também podem desenvolver câncer de mama inflamatório, geralmente em idades mais avançadas.

Principais sintomas do câncer de mama inflamatório

Os sintomas podem surgir rapidamente, em questão de dias ou semanas. Esses sinais podem ser confundidos com infecções como mastite, mas não melhoram com antibióticos. Ao identificar qualquer um desses sintomas, procure um médico imediatamente para investigação adequada.

  • Inchaço da mama: A mama acometida pode apresentar aumento de volume repentino e incomum.
  • Vermelhidão: A pele da mama pode ficar avermelhada, semelhante a uma infecção.
  • Calor local: Sensação de calor na região afetada, como se houvesse inflamação.
  • Espessamento e endurecimento da pele: A pele pode apresentar aspecto de “casca de laranja”, ficando mais rígida e com pequenos afundamentos.
  • Inversão (retração) do mamilo: O mamilo pode virar para dentro ou apresentar alterações em sua posição natural.
  • Dor ou sensibilidade: Pode haver dor, sensação de peso ou desconforto na mama.
  • Inchaço de linfonodos: Pode haver aumento dos gânglios linfáticos na axila ou acima da clavícula.

O diagnóstico precoce do câncer de mama inflamatório é fundamental para o início do tratamento e melhores resultados. Fique atenta aos sinais e não hesite em buscar orientação profissional.

Tratamento para câncer de mama inflamatório

Câncer de mama inflamatório localizado (Estágio III)

Quando o câncer de mama inflamatório não apresenta metástases distantes, classificando-se como estágio III, a estratégia terapêutica segue uma abordagem multimodal. O protocolo de tratamento inicia-se com quimioterapia neoadjuvante, que tem como objetivo principal reduzir as dimensões tumorais. Posteriormente, realiza-se o procedimento cirúrgico para ressecção completa da neoplasia.

Após a intervenção cirúrgica, complementa-se o tratamento com radioterapia e, conforme indicação clínica, administram-se terapias adicionais como quimioterapia adjuvante ou terapias moleculares direcionadas.

Devido ao comportamento altamente agressivo desta neoplasia, técnicas cirúrgicas conservadoras e a realização de biópsia do linfonodo sentinela não são recomendadas nestes casos.

Câncer de mama inflamatório metastático (Estágio IV)

Nos casos em que a doença apresenta disseminação sistêmica, caracterizando o estágio IV, o manejo terapêutico baseia-se em tratamento sistêmico. As modalidades incluem quimioterapia, hormonioterapia e/ou terapia alvo, sendo a escolha determinada pelas características biológicas do tumor e pelo perfil clínico da paciente.

Oncologista em São Paulo - Dr. Hugo Tanaka

Dr. Hugo Tanaka
Oncologista Clínico
CRM 163241 | RQE 100689 – Oncologia Clínica

Oncologista clínico e pesquisador atuante em São Paulo, com sólida formação acadêmica que inclui doutorado e mestrado em oncologia clínica e atendimento multidisciplinar.
Especialista certificado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), desenvolve práticas médicas integradas com foco em atendimento humanizado e ágil, sempre baseado em diretrizes internacionais.

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Referências

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