Tipos de câncer

Câncer de Rim

Com avanços significativos em tratamentos personalizados e alta taxa de sucesso quando diagnosticado precocemente, câncer de rim apresenta prognóstico favorável

Os rins são órgãos localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral, responsáveis por filtrar o sangue e eliminar resíduos através da urina. O câncer de rim ocorre quando células malignas começam a se multiplicar de forma descontrolada nesses órgãos vitais.

O câncer de rim, também conhecido como carcinoma de células renais (CCR), é uma doença na qual células cancerígenas se formam nos minúsculos tubos (túbulos) ou tecidos dos rins. O câncer de rim geralmente se desenvolve como um único tumor dentro do rim; no entanto, um rim pode conter mais de um tumor, ou tumores podem ser encontrados em ambos os rins.

Embora possa afetar pessoas de diferentes faixas etárias, a incidência aumenta significativamente após os 50 anos, sendo mais comum em homens. A maioria dos casos de câncer de rim é diagnosticada em estágios iniciais, antes que a doença se espalhe para outras partes do corpo.

Em condições normais, cada rim contém cerca de um milhão de pequenas estruturas chamadas néfrons, que filtram o sangue e produzem a urina. Essa urina flui dos rins através de tubos chamados ureteres até a bexiga, onde é armazenada antes de ser eliminada. O câncer de rim surge geralmente nos túbulos microscópicos que compõem os néfrons.

Tipos de câncer de rim

O câncer de rim é classificado conforme o tipo celular de origem, características genéticas e aparência microscópica. A identificação precisa do subtipo histológico é fundamental para orientar o estadiamento, as opções de tratamento e, em alguns casos, investigar síndromes hereditárias.

  • Carcinoma de Células Renais (CCR): é o câncer de rim mais comum, representando cerca de 85-90% dos casos. O CCR engloba diversos subtipos com diferenças genéticas e prognósticas significativas:
    • Carcinoma de Células Claras: Representa cerca de 70-80% de todos os casos de carcinoma de células renais. As células cancerosas aparecem claras ou pálidas quando examinadas ao microscópio. A maioria dos tratamentos para câncer de rim é desenvolvida focando neste subtipo específico.
    • Carcinoma Papilar: Segundo tipo mais comum de carcinoma de células renais, responsável por aproximadamente 10-15% dos casos. As células cancerosas formam pequenas estruturas semelhantes a dedos, chamadas papilas.
    • Carcinoma Cromófobo: Representa cerca de 5% dos carcinomas de células renais. Desenvolve-se nas células dos ductos coletores do rim e tende a ter crescimento mais lento que outros subtipos.
  • Tumor de Wilms (Nefroblastoma): Tipo de câncer de rim que afeta principalmente crianças, sendo responsável por 95% dos casos pediátricos.
  • Carcinoma de Células de Transição (Urotelial): Embora seja frequentemente chamado de câncer de rim, esse tipo na verdade se origina no revestimento da pelve renal ou do ureter, estruturas que coletam e transportam a urina. Comporta-se de maneira semelhante ao câncer de bexiga e é tratado de forma diferente do carcinoma de células renais.
  • Carcinoma Medular Renal: Forma rara e extremamente agressiva de câncer de rim, geralmente encontrada em pessoas negras mais jovens, especialmente aquelas com traço falciforme. Requer tratamento especializado e acompanhamento rigoroso.
  • Sarcoma Renal: Tipo muito raro que se origina nos vasos sanguíneos ou no tecido conectivo do rim. Representa menos de 1% de todos os tumores malignos renais.

Classificação por estadiamento

O câncer de rim também é classificado com base em seu tamanho e extensão. As opções de tratamento frequentemente dependem dessa característica, que é determinada através de exames de imagem e análise patológica.

  • Estágio I: O tumor mede 7 centímetros ou menos e está completamente dentro do rim. Este é considerado o estágio mais precoce, com excelentes chances de cura através de cirurgia.
  • Estágio II: O tumor é maior que 7 centímetros mas ainda está confinado ao rim. As chances de cura permanecem altas com tratamento cirúrgico adequado.
  • Estágio III: O câncer se espalhou para os principais vasos sanguíneos próximos ao rim, para a gordura ao redor do rim ou para os linfonodos próximos. Pode requerer tratamento combinado incluindo cirurgia e terapia sistêmica.
  • Estágio IV (Metastático): O câncer se espalhou além da cápsula renal e dos linfonodos regionais para órgãos distantes como pulmões, ossos, fígado ou cérebro. Neste estágio, o tratamento foca em controlar a doença, aliviar sintomas e manter qualidade de vida.

Em casos raros, o câncer de rim pode estar associado a síndromes hereditárias que aumentam o risco de desenvolver diversos tipos de câncer. Pacientes com histórico familiar significativo de câncer de rim ou que apresentam a doença em idade precoce podem se beneficiar de aconselhamento genético. A identificação de mutações genéticas hereditárias pode ter implicações importantes não apenas para o paciente, mas também para seus familiares, permitindo estratégias de vigilância e prevenção mais adequadas.

Sintomas

O câncer de rim frequentemente não causa sintomas em seus estágios iniciais, sendo muitas vezes descoberto acidentalmente durante exames de imagem realizados por outros motivos. Quando os sintomas aparecem, podem incluir um ou mais dos seguintes problemas:

  • O sintoma mais comum do câncer de rim é a presença de sangue na urina, conhecida como hematúria. Esse sangramento pode deixar a urina com coloração avermelhada, rosada ou até mesmo cor de cola. O sangramento pode ser intermitente, aparecendo e desaparecendo ao longo do tempo;
  • Dor persistente ou desconforto no lado das costas, logo abaixo das costelas, que não desaparece com repouso;
  • Massa ou nódulo palpável no abdômen ou no flanco, especialmente em tumores maiores;
  • Fadiga persistente e sensação constante de cansaço sem explicação aparente;
  • Perda de peso não intencional que ocorre sem mudanças na dieta ou nos hábitos de exercício;
  • Febre intermitente que aparece e desaparece sem sinais de infecção;
  • Anemia, que pode causar palidez, fraqueza e falta de ar;
  • Perda de apetite e mal-estar geral;
  • Inchaço nos tornozelos e pernas devido ao acúmulo de líquidos.

Em casos de metástase, podem surgir sintomas específicos relacionados aos órgãos afetados, como tosse persistente ou falta de ar quando os pulmões estão envolvidos, dor óssea quando há metástases nos ossos, ou sintomas neurológicos quando o cérebro é afetado.

Esses sintomas nem sempre significam que você tem câncer de rim. No entanto, é importante discutir quaisquer sintomas com seu médico, pois eles podem indicar outros problemas de saúde que também requerem atenção. A presença de sangue na urina deve sempre ser investigada por um especialista, mesmo que apareça apenas uma vez.

Fatores de risco

O desenvolvimento do câncer de rim está associado a diversos fatores que aumentam a probabilidade de ocorrência da doença em relação à média populacional. Conhecer esses fatores é fundamental para compreender a origem do tumor e orientar medidas preventivas.

  • Tabagismo: O tabagismo é o principal fator de risco controlável para o câncer de rim. Fumantes têm risco aproximadamente duas vezes maior de desenvolver a doença em comparação com não fumantes. As substâncias químicas presentes na fumaça do tabaco são absorvidas pelo organismo, filtradas pelos rins e podem causar danos celulares que levam ao câncer.
  • Idade: A maioria dos casos de câncer de rim ocorre em pessoas com mais de 50 anos, sendo o diagnóstico mais comum entre 60 e 70 anos de idade.
  • Sexo: Os homens apresentam risco mais que o dobro das mulheres de desenvolver câncer de rim, tornando o sexo masculino um importante fator de risco.
  • Obesidade: O excesso de peso está fortemente associado ao aumento do risco de câncer de rim. Pessoas com obesidade têm 20-40% mais chances de desenvolver a doença, possivelmente devido a alterações hormonais causadas pelo excesso de tecido adiposo.
  • Pressão Arterial Elevada (Hipertensão): Pessoas com pressão alta apresentam risco aumentado para câncer de rim. Não está claro se o risco está relacionado à própria hipertensão ou aos medicamentos usados para tratá-la.
  • Histórico Familiar de Câncer de Rim: Ter um parente de primeiro grau (pai, mãe, irmão) com câncer de rim aumenta significativamente o risco de desenvolver a doença, especialmente se o diagnóstico do familiar ocorreu em idade jovem.
  • Doença Renal Avançada e Diálise de Longo Prazo: Pacientes com insuficiência renal crônica que necessitam de diálise por períodos prolongados apresentam risco aumentado de desenvolver cistos renais e, posteriormente, câncer de rim.
  • Raça: Afro-americanos têm taxa ligeiramente maior de carcinoma renal papilar. Pessoas de origem caucasiana apresentam incidência geral maior de câncer de rim em comparação com outros grupos étnicos.
  • Exposição Ocupacional: Certas profissões expõem trabalhadores a substâncias químicas que aumentam o risco de câncer de rim, incluindo trabalhadores com exposição regular a tricloroetileno (solvente industrial), asbestos, cádmio e produtos derivados do petróleo.
  • Condições Genéticas Hereditárias: Várias síndromes genéticas raras aumentam substancialmente o risco de câncer de rim, incluindo a doença de von Hippel-Lindau (VHL), carcinoma renal papilar hereditário, síndrome de Birt-Hogg-Dubé e esclerose tuberosa. Pessoas com essas condições devem fazer acompanhamento regular especializado.
  • Uso de Medicamentos Específicos: O uso prolongado de certos medicamentos analgésicos, especialmente aqueles contendo fenacetina (atualmente proibidos em muitos países), está associado ao aumento do risco de câncer de rim.

Diagnóstico e prevenção

Atualmente, não existe uma recomendação formal para o rastreamento populacional do câncer de rim em indivíduos sem sintomas ou fatores de risco específicos. A maioria dos casos é descoberta incidentalmente durante exames de imagem realizados por outros motivos, ou quando o paciente manifesta sinais de alerta como sangue na urina.

Ao surgir sintomas sugestivos de câncer de rim, o médico irá conduzir uma avaliação minuciosa. Essa abordagem inclui o exame físico detalhado, além da coleta de informações sobre o estado de saúde do paciente, seus hábitos de vida — como tabagismo, uso de álcool e histórico ocupacional — e histórico médico familiar. Esses dados são essenciais para orientar o diagnóstico e definir a necessidade de exames complementares.

O processo de investigação do câncer de rim envolve diversos exames, que auxiliam na identificação da doença e na exclusão de outras condições que possam causar sintomas semelhantes. Entre os exames utilizados estão:

  • Exames de Sangue e Urina: Os exames laboratoriais são fundamentais na investigação inicial de pacientes com suspeita de câncer de rim. Exames de sangue avaliam a função renal através da creatinina e ureia, verificam a presença de anemia e podem detectar alterações nos níveis de cálcio. O exame de urina básico (EAS) identifica a presença de sangue, mesmo quando não é visível a olho nu. Análises bioquímicas também incluem a avaliação de enzimas hepáticas, especialmente em casos de possível metástase.
  • Exames de Imagem: Para caracterizar e estadiar o tumor renal, diversos exames de imagem são empregados. Eles contribuem para avaliar o tamanho do tumor, verificar a invasão de estruturas adjacentes e identificar possível comprometimento de linfonodos ou outros órgãos. Entre os principais exames estão:
    • Ultrassonografia abdominal: frequentemente o primeiro exame realizado, útil para diferenciar cistos simples de massas sólidas;
    • Tomografia computadorizada (TC) com contraste do abdômen: considerado o exame padrão-ouro para caracterização de massas renais e estadiamento;
    • Ressonância magnética (RM): indicada especialmente para pacientes alérgicos a contraste iodado ou com função renal comprometida;
    • Tomografia de tórax: utilizada para avaliar possível metástase pulmonar;
    • Cintilografia óssea ou PET-CT: para investigar possível comprometimento ósseo em casos avançados;
    • Ressonância magnética do cérebro: indicada em casos suspeitos de metástases cerebrais.
  • Biópsia Renal: Diferentemente de outros tipos de câncer, a biópsia renal não é rotineiramente realizada antes da cirurgia em casos de massas renais suspeitas. Isso ocorre porque os exames de imagem geralmente fornecem informações suficientes para o diagnóstico e planejamento cirúrgico. No entanto, a biópsia pode ser indicada em situações específicas, como quando há dúvida diagnóstica entre câncer e outras condições, quando se considera vigilância ativa para tumores pequenos, ou antes de iniciar terapia sistêmica em casos metastáticos onde a cirurgia não será realizada inicialmente. O procedimento é realizado com agulha fina guiada por ultrassom ou tomografia.
  • Avaliação Genética: Para pacientes com histórico familiar significativo de câncer de rim, diagnóstico em idade jovem (abaixo de 46 anos), tumores bilaterais ou múltiplos, ou características sugestivas de síndromes hereditárias, pode ser recomendado aconselhamento genético e testes moleculares específicos. A identificação de mutações genéticas pode ter implicações importantes para o tratamento e para o rastreamento de familiares.

Tratamento

A escolha do tratamento para o câncer de rim é determinada por fatores como estágio e tipo do tumor, localização e tamanho, presença de metástases, função renal, idade e saúde geral do paciente, além das preferências individuais. A definição da melhor opção deve sempre ser realizada em discussão com o médico responsável e, idealmente, com uma equipe multidisciplinar especializada.

Cirurgia

A cirurgia continua sendo o tratamento principal e mais efetivo para o câncer de rim localizado, oferecendo as maiores chances de cura. Avanços tecnológicos têm permitido abordagens cada vez menos invasivas, com recuperação mais rápida e preservação da função renal quando possível.

Os principais tipos de cirurgia para câncer de rim são:

  • Nefrectomia Parcial (Cirurgia Poupadora de Rim): Consiste na remoção apenas do tumor e de uma pequena margem de tecido saudável ao redor, preservando o restante do rim. É o tratamento preferencial para tumores menores que 7 cm quando tecnicamente viável, pois mantém maior função renal e apresenta resultados oncológicos equivalentes à nefrectomia total. Pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica.
  • Nefrectomia Radical: Remoção completa do rim afetado, junto com a glândula adrenal, gordura perirrenal e, em alguns casos, linfonodos regionais. Indicada para tumores maiores, em localização central ou quando a nefrectomia parcial não é tecnicamente viável. A cirurgia pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica, sendo as abordagens minimamente invasivas associadas a menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor tempo de internação.
  • Cirurgia Robótica: Utiliza o sistema robótico Da Vinci, que proporciona visão tridimensional magnificada e instrumentos com alta precisão de movimentos. Especialmente vantajosa em nefrectomias parciais complexas, permitindo maior preservação de tecido renal saudável e melhor controle de sangramento.
  • Linfadenectomia: Remoção dos linfonodos próximos ao rim. Geralmente realizada quando há suspeita de comprometimento linfonodal identificado em exames de imagem ou durante a cirurgia.
  • Metastasectomia: Em casos selecionados de doença metastática oligometastática (poucas metástases), a remoção cirúrgica das metástases pode ser considerada, especialmente quando localizadas nos pulmões, após a remoção do tumor primário renal.

Ablação Tumoral

Para pacientes que não são candidatos à cirurgia devido a comorbidades, tumores pequenos ou rim único, técnicas de ablação podem ser uma alternativa. Essas técnicas destroem o tumor sem removê-lo cirurgicamente.

  • Crioablação: Utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir as células cancerosas. Agulhas especiais são inseridas no tumor guiadas por ultrassom ou tomografia, causando congelamento rápido seguido de descongelamento.
  • Ablação por Radiofrequência (RFA): Emprega corrente elétrica de alta frequência para aquecer e destruir o tecido tumoral. Uma sonda é inserida no tumor, gerando calor que elimina as células cancerosas.

Ambas as técnicas são realizadas por radiologistas intervencionistas com anestesia local e sedação leve, resultando em recuperação mais rápida que a cirurgia convencional.

Vigilância Ativa

Para tumores renais pequenos (geralmente menores que 3 cm), de crescimento lento, especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades significativas, pode-se considerar a vigilância ativa. Consiste no monitoramento regular com exames de imagem a cada 3-6 meses inicialmente, intervindo apenas se houver crescimento significativo do tumor. Essa abordagem reconhece que alguns tumores renais pequenos crescem muito lentamente e podem nunca causar problemas, especialmente em pacientes com expectativa de vida limitada por outras condições médicas.

Terapias Sistêmicas

Para câncer de rim avançado ou metastático, diversas terapias sistêmicas revolucionaram o tratamento nas últimas décadas, prolongando significativamente a sobrevida e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

  • Terapias-Alvo: Medicamentos que bloqueiam vias específicas necessárias para o crescimento e disseminação das células cancerosas. Os principais alvos incluem:
    • Inibidores de tirosina quinase (ITK): bloqueiam proteínas que promovem o crescimento de vasos sanguíneos que alimentam o tumor. Exemplos incluem sunitinibe, pazopanibe, axitinibe, cabozantinibe e lenvatinibe;
    • Inibidores de mTOR: bloqueiam uma proteína (mTOR) que regula o crescimento celular. Exemplos incluem everolimo e temsirolimo.
  • Imunoterapia: Tratamentos que estimulam o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerosas de forma mais eficaz. Representam um dos maiores avanços recentes no tratamento do câncer de rim metastático:
    • Inibidores de checkpoint imunológico: bloqueiam proteínas (como PD-1, PD-L1 ou CTLA-4) que impedem o sistema imunológico de atacar o câncer. Incluem nivolumabe, pembrolizumabe e ipilimumabe;
    • Combinações de imunoterapia: uso de dois agentes imunoterápicos juntos (como nivolumabe + ipilimumabe) ou imunoterapia combinada com terapia-alvo (como pembrolizumabe + axitinibe ou nivolumabe + cabozantinibe), frequentemente resultando em respostas mais duradouras.
  • Quimioterapia: Diferentemente de muitos outros cânceres, o carcinoma de células renais é geralmente resistente à quimioterapia convencional. No entanto, alguns subtipos raros, como o carcinoma medular renal e o carcinoma de ductos coletores, podem responder a protocolos específicos de quimioterapia.

Radioterapia

A radioterapia não é tipicamente usada como tratamento primário para câncer de rim, pois esse tipo de tumor tende a ser resistente à radiação. No entanto, pode ser empregada em situações específicas:

  • Radioterapia Paliativa: Para controlar sintomas em casos de metástases ósseas dolorosas ou metástases cerebrais.
  • Radiocirurgia Estereotáxica (SRS): Técnica de alta precisão que administra doses elevadas de radiação em poucas sessões, útil para metástases cerebrais ou lesões metastáticas em outras localizações.
  • Radioterapia Corpórea Estereotáxica (SBRT): Pode ser considerada para metástases pulmonares ou em outros órgãos, especialmente em casos oligometastáticos.

Após o tratamento do câncer de rim

O acompanhamento após o tratamento do câncer de rim é fundamental, pois existe risco de recorrência que varia conforme o estágio inicial do tumor, seu tipo histológico e características específicas. O monitoramento regular permite detectar recorrências precocemente, quando são mais tratáveis, além de avaliar a função renal remanescente e gerenciar possíveis efeitos tardios do tratamento.

O protocolo de acompanhamento é personalizado conforme o risco individual de cada paciente. Geralmente inclui consultas médicas regulares, exames laboratoriais para avaliar função renal e hepática, e exames de imagem periódicos.

Para pacientes tratados com nefrectomia parcial ou radical por tumores localizados, o seguimento típico envolve tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdômen e radiografia ou tomografia de tórax. A frequência varia conforme o risco: pacientes de baixo risco podem realizar exames anualmente, enquanto aqueles de alto risco necessitam avaliações a cada 3-6 meses nos primeiros anos, com intervalos gradualmente aumentados se não houver sinais de recorrência.

Para pacientes com doença metastática em tratamento sistêmico, o acompanhamento é mais frequente, com exames de imagem a cada 2-3 meses para avaliar resposta ao tratamento e permitir ajustes terapêuticos quando necessário.

Além do monitoramento oncológico, é importante avaliar e preservar a função do rim remanescente, especialmente em pacientes submetidos a nefrectomia radical ou com função renal comprometida. Isso inclui controle rigoroso da pressão arterial, evitar medicamentos nefrotóxicos quando possível e manter hidratação adequada.

Manter hábitos de vida saudáveis após o tratamento é fundamental: parar de fumar, manter peso adequado, praticar atividade física regular e seguir dieta equilibrada contribuem para reduzir o risco de recorrência e melhorar a saúde geral. O suporte psicológico também é importante, pois o diagnóstico e tratamento de câncer podem ter impacto emocional significativo.

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Referências

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