Tipos de câncer

Câncer de Bexiga

Com monitoramento frequente e tratamentos que vão da cirurgia à imunoterapia, tumor apresenta bom prognóstico quando diagnosticado precocemente

 

A bexiga é um órgão oco localizado na região inferior do abdômen, responsável por armazenar a urina produzida pelos rins antes de ser eliminada do corpo. O câncer de bexiga ocorre quando células malignas começam a se reproduzir de forma descontrolada nessa parte do organismo.

Embora possa acometer pessoas de diferentes idades, a incidência aumenta significativamente após os 55 anos, sendo mais comum em homens. Na maioria dos casos, o câncer de bexiga é diagnosticado em estágios iniciais, quando ainda está restrito ao revestimento interno do órgão, o que facilita o tratamento e melhora significativamente as chances de cura.

Em condições normais, a bexiga funciona como um reservatório que recebe a urina dos rins através dos ureteres, armazena esse líquido e o elimina do corpo por meio da uretra durante a micção. Sua parede é composta por várias camadas de tecido que permitem a expansão e contração necessárias para o armazenamento e eliminação da urina.

Tipos de câncer de bexiga

O câncer de bexiga é classificado de acordo com o tipo de célula em que se inicia e a profundidade de invasão na parede do órgão. Compreender essas classificações é fundamental para determinar o tratamento mais adequado e o prognóstico de cada caso.

Classificação por tipo celular
  • Carcinoma Urotelial (ou de Células Transicionais): Aproximadamente 90% dos cânceres de bexiga são carcinomas de células uroteliais. Estes se iniciam nas células uroteliais, que revestem a parte interna da bexiga e formam uma camada especializada capaz de se expandir e contrair conforme a bexiga enche e esvazia. 
  • Carcinoma de Células Escamosas: Esse tipo de câncer de bexiga começa nas células escamosas, que são células finas e achatadas que podem se formar na bexiga após infecção ou irritação prolongada. 
  • Adenocarcinoma da Bexiga: Essa doença se desenvolve a partir de células glandulares presentes na bexiga. Esse tipo de tumor tende a ser mais agressivo que o carcinoma urotelial.
  • Carcinomas de Células Uroteliais do Trato Urinário Superior: Tecnicamente, este não é um tipo de câncer de bexiga, mas sim um câncer do revestimento interno dos rins (pelve renal) ou do ureter, os tubos que transportam a urina dos rins para a bexiga. Como se inicia no mesmo tipo de célula que a maioria dos cânceres de bexiga, muitos dos princípios de tratamento são semelhantes, incluindo o uso de quimioterapia, terapia-alvo e opções de imunoterapia.
  • Tipos Raros: Existem vários outros tipos mais raros de câncer de bexiga que juntos representam menos de 5% dos casos. Entre eles estão os sarcomas, que se originam nos tecidos musculares ou conjuntivos da parede da bexiga, os tumores neuroendócrinos da bexiga, que incluem os carcinomas de pequenas células, e outros subtipos muito incomuns. Esses tumores raros frequentemente requerem abordagens terapêuticas específicas e devem ser tratados por equipes especializadas.
Classificação por extensão do tumor

O câncer de bexiga também é classificado com base no grau de disseminação dentro e fora da bexiga. As opções de tratamento de um paciente são frequentemente determinadas por essa característica, que é estabelecida através dos exames diagnósticos e da análise do material obtido durante a ressecção transuretral.

  • Câncer de bexiga não invasivo do músculo: Esta é uma forma inicial da doença. Nesse estágio, o câncer está localizado apenas no revestimento interno da bexiga, sem ter penetrado na camada muscular da parede do órgão. 
  • Câncer de Bexiga Músculo-Invasivo: Este tipo de câncer se espalhou para a camada muscular da parede da bexiga. É considerado mais avançado e pode exigir tratamentos mais complexos envolvendo oncologistas clínicos, radio-oncologistas e urologistas.
  • Câncer de Bexiga Metastático: O câncer de bexiga metastático se espalhou além da bexiga e dos linfonodos próximos para partes distantes do corpo, como pulmões, fígado, ossos ou linfonodos distantes. Nesse estágio, a doença geralmente é menos curável, mas pode ser controlada. O objetivo principal passa a ser o controle da doença, alívio dos sintomas e manutenção da qualidade de vida pelo maior tempo possível.

Em casos raros, o câncer de bexiga pode estar associado a síndromes hereditárias que aumentam o risco de desenvolver diversos tipos de câncer. Pacientes com histórico familiar significativo de câncer de bexiga ou que apresentam a doença em idade precoce podem se beneficiar de aconselhamento genético. A identificação de mutações genéticas hereditárias pode ter implicações não apenas para o paciente, mas também para seus familiares, permitindo estratégias de vigilância e prevenção mais adequadas.

Sintomas

Esse tipo de câncer frequentemente evolui de forma assintomática nos estágios iniciais. Quando os sintomas aparecem, eles podem incluir um ou mais dos seguintes problemas:

  • O sintoma mais característico do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina, conhecida como hematúria. Esse sangramento pode deixar a urina com coloração avermelhada, rosada ou até mesmo cor de cola;
  • Aumento da frequência urinária, com necessidade de urinar mais vezes ao dia do que o habitual;
  • Sensação de urgência para urinar mesmo quando a bexiga não está cheia;
  • Dor ou ardência durante a micção;
  • Dificuldade para iniciar o jato urinário ou fluxo urinário mais fraco;
  • Infecções do trato urinário de repetição;
  • Dor no flanco, a região das costas entre as costelas e o osso do quadril;
  • Perda de peso não intencional;
  • Fadiga constante.

Em casos de metástase, podem surgir sintomas como dor contínua nos ossos, que geralmente se manifesta na parte inferior das costas e na região pélvica, além do quadril e das coxas.

Esses sintomas nem sempre significam que você tem câncer de bexiga. No entanto, é importante discutir quaisquer sintomas com seu médico, pois eles podem indicar outros problemas de saúde que também requerem atenção.

Fatores de risco

O desenvolvimento do câncer de bexiga está associado a diversos fatores que aumentam a probabilidade de ocorrência da doença em relação à média populacional. Conhecer esses fatores é fundamental para compreender a origem do tumor e orientar medidas preventivas.

  • Tabagismo: O tabagismo é o principal fator de risco controlável para o câncer de bexiga. Tanto fumantes de cigarros quanto aqueles que utilizam cachimbo ou charuto apresentam um risco de duas a três vezes maior de desenvolver a doença em comparação com não fumantes. Isso ocorre porque as substâncias químicas presentes na fumaça do tabaco são absorvidas pelo organismo, filtradas pelos rins e eliminadas pela urina, o que expõe a parede da bexiga a compostos potencialmente cancerígenos.
  • Idade: A incidência do câncer de bexiga aumenta com o avançar da idade. É raro em indivíduos com menos de 40 anos, sendo a maioria dos casos diagnosticada em pessoas com 65 anos ou mais.
  • Sexo: Os homens apresentam até quatro vezes mais chances de desenvolver câncer de bexiga do que as mulheres, tornando o sexo masculino um importante fator de risco.
  • Raça: Pessoas de origem caucasiana têm o dobro de risco de desenvolver câncer de bexiga em comparação com afro-americanos e hispânicos. Já indivíduos asiáticos apresentam a menor taxa de incidência da doença.
  • Histórico Pessoal de Câncer de Bexiga: Pessoas que já tiveram câncer de bexiga apresentam de 50% a 80% de possibilidade de recorrência, seja pelo retorno do tumor original ou pelo surgimento de um novo tumor.
  • Exposição Ocupacional a Produtos Químicos: Certas profissões expõem trabalhadores a produtos químicos que aumentam o risco de câncer de bexiga. Isso inclui trabalhadores das indústrias de borracha, química e couro, cabeleireiros, mecânicos, metalúrgicos, impressores, pintores, trabalhadores do setor têxtil, motoristas de caminhão e pessoas que atuam em lavanderias a seco.
  • Infecções Parasitárias: A infecção por determinados parasitas, como o Schistosoma (causador da esquistossomose), é um fator de risco especialmente em regiões tropicais, aumentando a probabilidade de desenvolvimento do câncer de bexiga.
  • Tratamento Prévio com Ciclofosfamida ou Arsênico: Pessoas que fizeram uso de ciclofosfamida ou arsênico, medicamentos empregados no tratamento de câncer e outras doenças, apresentam risco aumentado para o câncer de bexiga. Além disso, a presença de arsênico na água potável também pode contribuir para esse risco.
  • Problemas Crônicos na Bexiga: Existe uma associação entre infecções crônicas da bexiga e o desenvolvimento do câncer. Outras fontes de irritação contínua, como o uso frequente de cateteres e a presença de cálculos vesicais, também são fatores de risco.
  • Transplante de Órgãos: Pessoas submetidas a transplantes de órgãos utilizam medicamentos imunossupressores, o que pode favorecer o surgimento de infecções urinárias recorrentes, um fator adicional para o câncer de bexiga.
  • Condições Genéticas: Indivíduos com câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também conhecido como síndrome de Lynch, apresentam risco aumentado para o câncer de bexiga.

Diagnóstico e prevenção

Atualmente, não existe uma recomendação formal para o rastreamento populacional do câncer de bexiga em indivíduos que não apresentam sintomas. O diagnóstico é frequentemente realizado quando o paciente manifesta sinais de alerta, sendo o mais comum a presença de sangue na urina. Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica para investigação adequada.

Ao surgir sintomas sugestivos de câncer de bexiga, o médico irá conduzir uma avaliação minuciosa. Essa abordagem inclui o exame físico, além da coleta de informações detalhadas sobre o estado de saúde do paciente, seus hábitos de vida — como tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas — e histórico médico familiar. Esses dados são essenciais para orientar o diagnóstico e definir a necessidade de exames complementares.

O processo de investigação do câncer de bexiga envolve diversos exames, que auxiliam na identificação da doença e na exclusão de outras condições que possam causar sintomas semelhantes. Entre os exames utilizados estão: 

  • Exames de Sangue e Urina: Os exames de sangue e urina são fundamentais na investigação inicial de pacientes com suspeita de câncer de bexiga. Esses exames auxiliam na identificação de possíveis causas para os sintomas urinários, como cálculos renais, infecção do trato urinário ou aumento da próstata. Além disso, destaca-se a citologia urinária, exame especializado capaz de detectar células cancerígenas desprendidas da parede da bexiga e presentes na urina, sendo um importante recurso complementar no diagnóstico.
  • Cistoscopia: A cistoscopia é considerada o exame mais frequente e confiável para a detecção do câncer de bexiga. O procedimento consiste na introdução de um tubo fino com uma câmera na extremidade (cistoscópio) através da uretra, permitindo ao médico visualizar diretamente o interior da bexiga. A cistoscopia possibilita identificar áreas suspeitas, delimitar o tamanho e localização dos tumores e coletar amostras de tecido para biópsia. Em alguns casos, o exame pode ser realizado em conjunto com a ressecção transuretral (RTU), um procedimento que remove células cancerígenas da bexiga. Dependendo do caso, pode ser realizado sob anestesia local ou sedação.
  • Cistoscopia com Luz Azul: Trata-se de uma técnica avançada utilizada para aprimorar a detecção de tumores na bexiga. Durante esse exame, a bexiga é preenchida com uma solução absorvida pelas células cancerígenas. Quando expostas à luz azul durante a cistoscopia, essas células emitem fluorescência, permitindo a identificação de lesões que poderiam passar despercebidas em uma cistoscopia convencional.
  • Exames de Imagem: Para complementar a investigação, diversos exames de imagem são empregados. Eles contribuem para avaliar o tamanho do tumor, verificar a invasão das camadas mais profundas da bexiga e identificar possível comprometimento de linfonodos ou outros órgãos. Entre os principais exames estão:
    Urografia por tomografia computadorizada (TC): principal exame de imagem utilizado no câncer de bexiga;
    – Ressonância magnética (RM): indicada especialmente para pacientes com função renal comprometida;
    – Tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdômen e pelve;
    – Ultrassonografia: pode ser utilizada como exame inicial;
    – PET-CT PSMA: combinação de tomografia computadorizada e emissão de pósitrons para avaliação do tumor e eventuais metástases;
    – Cintilografia óssea: para investigar possível comprometimento ósseo;
    – Radiografia ou tomografia computadorizada do tórax: utilizada para avaliar suspeita de metástase pulmonar.
  • Biópsia: A biópsia, geralmente obtida durante a cistoscopia, é fundamental para confirmar o diagnóstico de câncer de bexiga e determinar o tipo e grau do tumor. Em muitos casos, o procedimento de biópsia já faz parte do tratamento inicial, com a remoção de tumores superficiais. As amostras de tecido coletadas são analisadas ao microscópio, permitindo um diagnóstico definitivo e o planejamento adequado do tratamento.

Tratamento

A escolha do tratamento para o câncer de bexiga é determinada por fatores como estágio e grau do tumor, idade e saúde geral do paciente, além das preferências individuais. A definição da melhor opção deve sempre ser realizada pelo médico responsável.

Cirurgia

A cirurgia é um dos pilares do tratamento do câncer de bexiga, sendo indicada para a maioria dos pacientes. Muitas vezes, é combinada com outros métodos terapêuticos, que podem ser administrados antes ou após o procedimento cirúrgico.

Cirurgiões frequentemente utilizam técnicas minimamente invasivas, como cistectomia robótica e reconstrução robótica. Esses métodos podem resultar em internações hospitalares mais curtas, menor perda de sangue e recuperação mais rápida.

Os dois principais tipos de cirurgia para câncer de bexiga são:

  • Ressecção transuretral (RTU): Consiste na raspagem do tumor da parede da bexiga. Pode ser utilizada tanto para diagnóstico quanto para tratamento, especialmente em câncer de bexiga superficial. O procedimento é feito com um ressectoscópio, inserido pela uretra até a bexiga. A RTU pode ser usada isoladamente ou em combinação com quimioterapia e radioterapia para tumores que atingiram a parede muscular da bexiga.
  • Cistectomia: Remoção total ou parcial da bexiga, indicada em casos mais avançados. Além da bexiga, linfonodos próximos também são retirados. Em homens, a próstata geralmente é removida; em mulheres, pode ser necessário retirar o útero, ovários, trompas de Falópio e parte da vagina, dependendo do caso.
Reconstrução da bexiga (Derivação urinária)

Após a remoção da bexiga, são realizados procedimentos para criar uma nova via de armazenamento e eliminação da urina. As principais técnicas incluem:

  • Conduto ileal: Segmento do intestino delgado é utilizado para formar um tubo que conecta os ureteres à pele, formando um estoma. A urina é drenada continuamente para uma bolsa externa.
  • Neobexiga ileal: Parte do íleo é utilizada para criar uma nova bexiga, permitindo micção pela uretra. Proporciona bom controle urinário diurno, embora exista risco de incontinência noturna, especialmente em mulheres. Pode ser necessário cateterismo vesical ocasional.
  • Reservatório continente: Tecido intestinal é usado para criar uma bolsa interna, ligada ao umbigo ou local próximo. A urina é drenada com auxílio de cateter a cada três ou quatro horas, evitando o uso de estoma externo.
Quimioterapia

Medicamentos de quimioterapia têm como objetivo eliminar as células cancerígenas, controlar o crescimento tumoral ou aliviar sintomas. O tratamento pode ser realizado com um ou mais medicamentos, conforme o tipo de câncer e sua agressividade. A quimioterapia é indicada, principalmente, quando há risco elevado de metástase e pode ser administrada antes da cirurgia em casos de tumores invasivos. 

Conjugados anticorpo-fármaco

São terapias que associam medicamentos anticancerígenos a anticorpos desenvolvidos para identificar células tumorais, permitindo administração de doses altas com menos efeitos colaterais. Atualmente, estão aprovados para o tratamento de câncer de bexiga metastático, com pesquisas em andamento para ampliar sua indicação.

Inibidores de pontos de controle imunológico

Esses medicamentos pertencem à imunoterapia e atuam impedindo que o sistema imunológico se desligue antes da eliminação completa do câncer. São utilizados principalmente em estágios avançados da doença (estágio IV) e estão sendo avaliados em ensaios clínicos para outros contextos.

Terapia direcionada

Medicamentos de terapia direcionada agem bloqueando o crescimento ou a disseminação do câncer em nível celular, interferindo em moléculas ou genes específicos essenciais para as células cancerígenas. Atualmente, estão aprovados para câncer de bexiga em estágio IV com determinadas mutações genéticas.

Radioterapia

A radioterapia utiliza feixes de energia concentrados para destruir células cancerígenas, com técnicas que permitem alta precisão e menos danos a tecidos saudáveis. Os principais tipos incluem a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) e a radioterapia volumétrica modulada por arco (VMAT). Normalmente, a radioterapia é combinada com quimioterapia e ressecção transuretral.

Terapia intravesical

Indicada para câncer superficial de bexiga, devido à alta taxa de recorrência. Após raspagem da parede da bexiga, um medicamento é administrado via cateter para destruir células tumorais remanescentes e prevenir recidiva, podendo ser o BCG (imunoterapia) ou quimioterapia.

Terapia genética

Consiste na modificação do DNA do paciente para combater o câncer, podendo inserir genes saudáveis, alterar genes anormais, inibir crescimento celular ou prevenir produção de células doentes. É indicada em casos de câncer de bexiga não invasivo que não responde à terapia intravesical.

Após o tratamento do câncer de bexiga

Por precaução, pacientes diagnosticados com câncer de bexiga devem seguir um protocolo rigoroso de acompanhamento, mesmo após tratamento bem-sucedido. O câncer de bexiga tem alta taxa de recorrência, especialmente os tumores não músculo-invasivos, o que torna o monitoramento regular essencial.

O acompanhamento geralmente inclui cistoscopias periódicas para visualizar diretamente o interior da bexiga e detectar precocemente qualquer recorrência. A frequência desses exames depende do risco individual: pacientes com tumores de baixo risco podem fazer cistoscopias a cada seis a doze meses inicialmente, enquanto aqueles com maior risco precisam de avaliações mais frequentes.

Exames de urina, incluindo citologia, são realizados regularmente para detectar células anormais. Exames de imagem como tomografia ou ressonância podem ser solicitados periodicamente para monitorar a bexiga e órgãos adjacentes, especialmente em casos de tumores mais avançados.

A duração do acompanhamento é prolongada, frequentemente ao longo de toda a vida do paciente, dado o risco de recorrência mesmo anos após o tratamento inicial. Manter esse acompanhamento rigoroso é fundamental para detectar e tratar precocemente qualquer retorno do tumor, garantindo as melhores chances de cura.

MATÉRIAS RELACIONADAS

Referências

Olá! Para mais informações, preencha seu nome e e-mail para iniciar uma conversa.