Os linfonodos, também chamados de gânglios linfáticos, são pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo. Existem centenas deles espalhados pelo organismo, no pescoço, nas axilas, no tórax, no abdome e na virilha.
Eles funcionam como filtros. Por eles passa a linfa, um líquido transparente que circula entre os tecidos e carrega células de defesa, restos celulares, vírus e bactérias. Dentro do linfonodo, as células de defesa reconhecem e destroem o que não deveria estar ali.
Por que o linfonodo aumenta de tamanho
As infecções são a causa mais frequente de linfonodo aumentado. Quadros virais, como resfriado e gripe, ou bacterianos, como a amigdalite estreptocócica, costumam deixar os linfonodos da região acometida maiores e sensíveis. Isso acontece porque os glóbulos brancos ali concentrados estão em plena atividade, filtrando vírus, bactérias e células danificadas.
Traumas e lesões localizadas também podem provocar aumento dos linfonodos próximos à área atingida, como parte da resposta natural do organismo.
Dúvidas sobre linfonodo aumentado?
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Para avaliar o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Hugo Tanaka.
Agendar pelo WhatsAppEm algumas situações, porém, os gânglios aumentados sinalizam uma condição mais séria, como linfoma ou outros tipos de câncer.
Quando um linfonodo aumentado merece investigação
Algumas características chamam mais atenção e justificam uma avaliação médica: linfonodo que permanece aumentado por várias semanas, sem tendência à redução; linfonodo que cresce progressivamente ao longo do tempo; consistência endurecida, ausência de dor ou sensação de que está fixo, sem deslizar sob os dedos; aumento acompanhado de febre prolongada, sudorese noturna, cansaço intenso ou perda de peso sem causa aparente.
É importante entender que nenhuma dessas características, isoladamente, significa câncer. Infecções persistentes e doenças inflamatórias podem produzir exatamente o mesmo quadro. O que essas situações indicam é a necessidade de investigar, não um diagnóstico.
Como o câncer se relaciona com os linfonodos
O câncer pode envolver os linfonodos de duas formas. A primeira é quando a doença começa no próprio linfonodo, como acontece nos linfomas, que costumam se manifestar com aumento de linfonodos geralmente sem dor.
A segunda, mais frequente, é quando um tumor que começou em outro órgão envia células para os linfonodos vizinhos. Quando células tumorais se soltam do tumor original, elas podem viajar pelo sangue ou pelo sistema linfático e se alojar nos linfonodos que filtram aquela região. Por isso os linfonodos acometidos costumam ser os mais próximos do tumor.
Como são diagnosticados os linfonodos aumentados
A ultrassonografia é o exame inicial mais utilizado na avaliação dos linfonodos. Ela permite verificar tamanho, forma, contornos e padrão de vascularização, características que ajudam a distinguir um aumento reacional de um gânglio suspeito.
Conforme o caso, outros métodos de imagem podem ser necessários. A tomografia computadorizada avalia cadeias profundas, no tórax, no abdome e na pelve, e a tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) mostra a atividade metabólica dos linfonodos, informação útil no estadiamento e no acompanhamento de linfomas e outros tumores.
Quando há suspeita de câncer, a confirmação depende de biópsia. A análise do tecido é o que define o diagnóstico e, no caso dos linfomas, o subtipo da doença.
O que significa encontrar câncer em um linfonodo
O significado depende de quantos linfonodos estão acometidos, da quantidade de doença presente neles e de onde estão localizados. Essa informação compõe o estadiamento, a classificação que descreve a extensão da doença e orienta o tratamento. No sistema mais usado, o TNM, a letra N se refere justamente aos linfonodos.
Encontrar doença em linfonodos próximos ao tumor não significa que o caso não tenha tratamento. Em muitas situações, a retirada do tumor junto com os linfonodos da região é suficiente. Em outras, essa informação indica a necessidade de tratamento complementar, como quimioterapia, radioterapia, terapia direcionada ou imunoterapia.
Perguntas frequentes sobre linfonodo aumentado
Quanto tempo um linfonodo aumentado demora para voltar ao normal?
A dor e a sensibilidade costumam passar em uma a duas semanas. O tamanho leva mais tempo, em geral de quatro a seis semanas depois que a infecção foi resolvida. Algumas pessoas ficam com linfonodos residuais, pequenos e palpáveis por anos, sem qualquer significado. O que preocupa não é o linfonodo que demora a sumir, e sim o que cresce ao longo do tempo.
Qual tamanho de linfonodo é preocupante?
Em adultos, linfonodos acima de 1 cm costumam ser considerados aumentados, mas o tamanho isolado não define nada. Linfonodos da virilha podem ser maiores sem significar doença, e um linfonodo pequeno acima da clavícula merece atenção em qualquer medida. A forma, a consistência, a mobilidade e a evolução no tempo pesam mais do que o número no laudo.
O que significa linfonodo reacional no resultado do ultrassom?
Significa que o linfonodo tem as características esperadas de um gânglio que está reagindo a uma infecção ou inflamação: formato alongado, hilo central preservado e contornos regulares. É um achado tranquilizador na maioria dos casos. Ainda assim, se o linfonodo continuar crescendo, o exame deve ser repetido ou complementado.
Linfonodo que dói pode ser câncer?
A dor é mais típica de causas infecciosas e inflamatórias, mas não exclui câncer. Da mesma forma, a ausência de dor não confirma câncer, já que muitos linfonodos benignos são indolores. Nenhuma característica isolada serve para descartar ou confirmar um diagnóstico.
Exame de sangue detecta câncer no linfonodo?
Não. Exames de sangue ajudam a identificar infecções, doenças inflamatórias e algumas alterações que aparecem em doenças do sangue, e por isso fazem parte da investigação. Mas nenhum exame de sangue confirma ou afasta a presença de câncer dentro de um linfonodo.
Todo linfonodo aumentado precisa de biópsia?
Não. A maior parte dos casos se resolve com observação e tratamento da causa. A biópsia é indicada quando o linfonodo persiste sem explicação, cresce progressivamente, tem características suspeitas no exame físico ou na imagem, ou quando existe suspeita de linfoma ou de doença vinda de outro tumor.
Qual médico procurar quando o linfonodo não some?
A avaliação inicial pode ser feita pelo clínico geral, que define se há necessidade de encaminhamento. Conforme a suspeita e a localização, entram o cirurgião de cabeça e pescoço, o hematologista ou o oncologista. Quando a biópsia confirma câncer, a conduta é definida em conjunto por uma equipe multidisciplinar.
Dúvidas sobre linfonodo aumentado?
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